Professora revela que foi vítima de censura na UEMA, após críticas ao PCdoB…

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A professora doutora em Letras trouxe a tona a prática que Flávio Dino (PCdoB), adotou na UEMA em 2015. O governador editou na segunda-feira (12), um Decreto garantindo Escolas com Liberdade e Sem Censura no Maranhão, nos termos do artigo 206 da Constituição Federal. 

“Falar em “Escola Sem Partido” tem servido para encobrir propósitos autoritários incompatíveis com a nossa Constituição e com uma educação digna”, disse o chefe do executivo estadual.

De acordo com a professora, ela foi vítima de censura. Ao produzir o documentário “Simplesmente Gullar”, que foi exibido na XIII Semana de Letras da UEMA, Maya Felix teve parte do seu trabalho “cortado” por uma funcionária designada para a assistir a tudo que seria exibido no evento universitário. A parte suprimida era uma crítica de Ferreira Gullar ao PCdoB.

Maya Felix diz ter fica estarrecida com a postura da UEMA e comparou o Maranhão a Coreia do Norte.

Veja a postagem da professora na íntegra:

Sabe o que é engraçado? Muito engraçado, mesmo? É que em 2015 eu era diretora do Curso de Letras da Universidade Estadual do Maranhão e fui ao Rio de Janeiro gravar uma entrevista para um documentário com o Ferreira Gullar. Esse documentário seria apresentado na abertura da XIII Semana de Letras da Uema, que organizei. Pois bem. Na entrevista, Ferreira Gullar criticou não só a esquerda, mas o PC do B, partido desse governador democrático. Isso tudo foi censurado do vídeo. Foi cortado do documentário “Simplesmente Gullar”, produzido por mim e pela Universidade Estadual do Maranhão. Havia uma funcionária designada para assistir a tudo e ver o que era “adequado” ou não, bem ao estilo Coreia do Norte de ser. Isso tudo eu vivi. Fiquei estupefata de ver Ferreira Gullar sendo CENSURADO em pleno século XXI, dentro de uma universidade, com o aval de professores e de autoridades. O maior poeta que o Maranhão já teve foi censurado em suas opiniões políticas dentro de seu próprio estado. Isso o governador do PC do B não conta. Também não conta os casos de perseguição política e de assédio moral em órgãos públicos do Maranhão. É uma memória muito seletiva. (Blog do Diego Emir)

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