Quem diria, Zé Sarney sinalizou para Zé Reinaldo, antes de Zé Dino…

Zé Reinaldo tem ideias boas, tem perfil de gestor, tem bagagem para ocupar cargos importantes em favor do Maranhão. Lembro que as páginas dominicais do JP eram recheadas de bastidores da briga entre os Zés.  Lembro das “petinhadas” apimentando as brigas entre “a branca” e “a grande”.

Dino continua agindo com desprezos.

Ingratidão: faltou empurrão…

Não é segredo para ninguém que Zé Reinaldo tem preferência do eleitorado para ocupar uma cadeira de senador em Brasília nas eleições de 2018. O problema é que o governador Flávio Dino, que ocupa lugar de liderança da política do estado vem se fazendo de morto para sinalizar em seu favor. Dino já sinalizou para Weverton Rocha, Waldir Maranhão, até para Eliziane Gama, que foi totalmente prejudicada por Flávio Dino nas eleições de 2016, mas, que ainda acha que Flávio Dino tem interesses de “empurrá-la” para cima.

O governador que nunca sinalizou para Zé Reinaldo, nem compareceu aos dois eventos promovidos pela Famem (Federeação dos Municípios), onde Zé Reinaldo lançou sua pré-candidatura a senador.

Até agora, o “líder”, diferente do Zé Sarney não sinalizou para Zé Reinaldo. Fato!

Às vezes falta um empurrão para melhorar a politica. Uma força para ajudar, não apara prejudicar, como aconteceu com a deputada Eliziane Gama em 2016, vindo de uma eleição vitoriosa, a mais votada em 2014, chegou em último lugar nas eleições de 2016. O problema é que Eliziane e Zé Reinaldo acreditam mesmo que vão ter esse “empurrão”do governador.

Em seu artigo nas páginas do JP, o ex-governador que causou polêmica ao deixar seu grupo de origem, ainda no ano de 2005, depois de uma década afastado de seu “tutor mor” da política tupiniquim, recebeu de Sarney um aperto de mão e sorrisos. Sarney fez questão de ir ao encontro de Zé Reinaldo, que todos os finais de ano se reúne com a turma das antigas para jogar basquete.

Quanta falta faz um empurrão palaciano.

Sarney sabia onde seu “desafeto” estava e foi ao seu encontro. Flávio Dino, até agora faz questão de não saber onde Zé Reinaldo está. Parece que preferiu deixá-lo. Força, Zé!

 

O deputado estadual Eduardo Braide, do PMN se reuniu com a executiva estadual da Rede Sustentabilidade visando uma possível parceria para as eleições do ano que vem. O encontro foi muito relevante e mostrou que PMN e Rede tem muitos pontos em comum quando o assunto é governar o Maranhão.

O deputado relatou durante a reunião as suas andanças pelo Estado e deixou bem claro que gostaria muito de contar com a Rede em seu palanque caso seja candidato a governador em 2018, falou inclusive que se sente motivado pelo projeto nacional “Marina 2018”, uma candidatura que está acima de qualquer suspeita, pois entende que o país precisa de um presidente com a moral e capacidade dela.

Eduardo Braide afirmou que até o fevereiro deverá anunciar sua decisão.

O senador Roberto Rocha participou, neste sábado, 9, da convenção nacional do PSDB em Brasília, ocasião em que o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB, dando um passo decisivo para a sua possível candidatura a presidente do Brasil nas eleições de 2018.

Ao comentar, para a imprensa nacional, sobre o discurso de Alckmin, Roberto Rocha afirmou ter sido um dos melhores já ouvidos por ele: “Geraldo Alckmin foi aclamado como presidente nacional do PSDB. Fez um discurso dos mais bonitos que eu já vi em toda minha vida. Um discurso muito rico de conteúdo, mostrando que ele, de fato, está preparado para o Brasil. Eu, com muita alegria quero levar a sua mensagem, as suas propostas, para o nosso Brasil, que é o Maranhão. E no Maranhão, poder dizer como podemos transformar a riqueza econômica do estado no lugar da pobreza política. Eu fico orgulhoso de poder estar no mesmo partido de Geraldo Alckmin e ficarei muito feliz de poder fazer o seu palanque no Maranhão. Ele, candidato a presidente da República e eu, candidato ao governo do estado”.

Roberto Rocha comentou a administração atual no Maranhão, que tem como governador, o comunista Flávio Dino (PC do B). “Não se pode, em um governo, querer dividir a sociedade, dividir as pessoas. Você até faz isso na campanha, porque a campanha faz isso com os partidos. E partido é parte.  E pra você ter a maioria, tem que ter a maior parte. Mas, não se governa com a maioria, em quem votou em você. Se governa com todos. Tem que ser governo para todos. Portanto não dá pra confundir governo com partido. Não dá pra dividir a população, a sociedade. Tem é que governar”, declarou Rocha.

Do Blog do Luis Cardoso

O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, participou no último sábado (09) do encerramento do curso de filetagem da carne de pescado para piscicultores e pescadores do município, oferecido pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (SEMAGRI), em parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

O objetivo do curso, realizado na Casa da Marisqueira, é de capacitar os produtores a agregar valor ao pescado, por meio de várias técnicas de preparo e processamento para o melhor aproveitamento da carne, fomentando a renda dos produtores e movimentando e economia local.

Muito feliz com o resultado do curso, o prefeito Luis Fernando parabenizou os alunos, agradeceu pela parceria com o SENAR e ressaltou as iniciativas da sua gestão em favor das políticas públicas em prol da melhoria da renda dos piscicultores e pescadores.

“Quando retornamos à prefeitura encontramos a Casa da Marisqueira fechada e com seus equipamentos destruídos. Uma das nossas primeiras determinações foi no sentido de reabrir este importante aparelho público inaugurado na nossa primeira gestão, e colocar os equipamentos para funcionar novamente. E hoje estamos aqui com esta máquina de filetagem funcionando e servindo aos nossos produtores nesse processo de aprendizagem que com certeza vai ser ampliado não só para quem está fazendo o curso, mas todos os demais membros da família que ajudam os pescadores e piscicultores”, destacou o prefeito.

Ele completou ainda que “a prefeitura está cumprindo seu papel, levando aos ribamarenses qualificação e oportunizando a geração de renda. Um curso na área da culinária, que é esse de Processamento de Carne de Peixe, traz novas oportunidades numa área que ainda é pouco explorada e que possui tantas possibilidades. O curso trouxe inovações, como a carne de hambúrguer e recheios de peixe. Queremos ampliar essas parcerias para que possamos sempre levar ao maior número de pessoas cursos de qualificação como esse”.

Para um dos participantes, a experiência e o conhecimento adquirido será de grande valia. “Quando vim para o curso não sabia da proporção de onde a gente poderia chegar. Ter uma qualificação para poder processar o filé do peixe e transformá-lo nessas variedades de produtos para vendermos no mercado, isso vale muito, acrescenta muito na nossa vida e na vida das nossas famílias”, comentou Kellson Roberto Lima.

Ministrante do curso, a professora Ocilene Maria Correia, doutora em engenharia e ciência de alimentos, comemorou os resultados. “Os participantes puderam conhecer as técnicas de processar todo peixe, não só do filé. O objetivo foi proporcionar aos nossos produtores a familiarização com as tecnologias de processamento da carne de peixe , onde os participantes do evento experimentaram todos os produtos produzidos, durante o curso, através do processamento da carne do peixe”, afirmou.

Além do prefeito Luis Fernando, marcaram presença no encerramento do curso, o vice-prefeito Eudes Sampaio, o reitor do IFMA, Professor Torreão, o líder do governo, vereador Cristiano Pinheiro, o secretário Isaque Buarque (SEMAGRI), além de lideranças e moradores da comunidade.

Chapa tucana autentica:

Roberto Rocha consolida projeto tucano para o Maranhão durante convenção nacional do PSDB.

Rocha com juventude tucana maranhense em Brasilia

A confirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, aclamado presidente do PSDB nacional, sua consequente candidatura a presidente do Brasil deu garantia ao senador Roberto  Rocha de um palanque forte no estado do Maranhão.

Com a saída de Carlos Brandão do comando do PSDB-MA, que queria uma chapa mista (tucano-comunista) as eleições de 2018 vão ter sangue puro na chapa encabeçada por Alckimin, candidato a presidente, e Rocha, candidato a governador.

Abaixo, no vídeo, Roberto Rocha, o mais recente senador tucano fala na Convenção Nacional do PSDB.

 

José Sarney, um “velho *empijamado”, satanizado por muitos, mas que conseguiu fazer diferente daquilo que fazem os atuais líderes políticos. 

Uma boa sinalização, diferente das brigas e baixarias atuais, financiadas ou gratuitas, a política dos antigos conseguiu demostrar importante diferença.Um aperto de mãos, seguido de sorrisos, e a sinalização entre cavalheiros que o ano de 2018 poderá ser de paz (pelo menos para os mais antigos).

Encontro dos Zés: Zé  Sarney e Zé Reinaldo.

Uma importante sinalização para a política praticada no Maranhão atual, que mais lembra um faroeste, campo de guerra, no pior estilo do cangaço.

Um aperto de mão demostrou (aparentemente resolvida ou sinalizada) de que o velho Sarney, que hoje está sem mandato, aparentemente aposentado da política, foi até seu desafeto, o ex-governador José Reinaldo Tavares, que, todos sabem, sem sua contribuição o grupo Sarney não teria sido derrotado por duas vezes.

Mas, diferente dos atuais líderes, de quem manda nos poderes constituídos, os Zés (Zé Sarney e Zé Reinaldo) demostraram que ainda é possível fazer política de forma harmoniosa, com gestos de grandezas, sem baixarias.

Parabéns, ao Zé Reinaldo, como sempre, demostrou que teve boa formação, como sempre, bem posicionado, demostrando diferença no meio dos brigões e odientos. O encontro aconteceu na quadra da Universidade Ceuma, durante os Jogos dos Amigos, neste sábado, 9 de dezembro.

(informações e imagem do Blog do Luís Cardoso).

* Empijamado: termo usado para destacar quem vestiu pijama(aposentou-se, está afastado). Confira no vídeo:

 

“Conspiração do Sarney”?

A lado de um camburão, governador Flávio Dino disse em canais governistas que “obras da Caema serão investigadas pela polícia” do governo comunista.

Não tendo quem culpar (nem a PF nem José Sarney) Flávio Dino teve que engolir a seco os problemas numa obra anunciada como redentora da falta de água em São Luís.  No informe governista, Flávio Dino chega a insinua que “forças ocultas” conspiraram para que obra anunciada com requintes eleitoreiros desse errada.

Só lembrando que, recentemente, investigações da polícia comunista inocentaram um secretário e uma auxiliar da confiança do governador das complicações da Justiça, flagrados em conversas suspeitas, em esquemas de corrupção no governo.

 

 

Lata d’água na cabeça:

Como era esperado, adutora rompe e deverá adiar falta d’água em São Luís.

Lavagem de carro de grátis

A população espera que a duplicação do Sistema Italuís, enfim, normalize o abastecimento de água, e, que seja feito todos os dias, não apenas um dia sim, outro não.

Com era esperado, os serviços de religações do Sistema Italuís, que deveriam ter ocorrido na tarde de ontem serão adiados. Em alguns pontos ocorreram vazamentos devido a pressão. O problema deverá adiantar ainda mais, impedindo que o abastecimento volte ao normal. Abaixo, momento que adutora rompeu, inundando vários trechos no local ( Periz).

Viajantes que passavam no local aproveitavam para lavar o carro, confira no vídeo compartilhado no whstsapp:

Roubo no Teatro?

Classe artística faz grave denúncia daquilo que pode estar afetando a Cultura maranhense. Preço cobrado para ter acesso ao espetáculo só garantiu presença de “burgueses”, nada de povão, que deveria ter acesso como garante a lei.Que democratização da Cultura é essa?

Ponta do iceberg da Cultura:

Há a possibilidade de que incentivos fiscais estejam sendo desviados para outras atividades, que não sejam beneficiar a população a ter acesso cultural de forma democrática.

Como sempre, FlávioDino tentando tirar proveito de uma obra feita pelo Governo Federal(Reforma no TAA foi bancada pelo IPHN)

Espetáculo que cobrou entrada de R$ 60,00 foi financiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o projeto contou com recursos de parte do ICMS da Companhia Energética do Maranhão. Cobrança impediu que populares, classe baixa, tivesse acesso ao espetáculo em homenagem ao cantor João do Vale, um negro, pobre, que talvez esteja se revirando no seu túmulo com tamanho desrespeito.

Fantasma cultural?

Lei de acesso à cultura foi desrespeitada na reabertura do Teatro Artur Azevedo, que cobrou R$ 60,00 mesmo sendo bancada pelos incentivos fiscais oriundos de apoiadores como Cemar  e Mateus. Esse mesmo desrespeito pelo povo pobre pode está fechando as portas na cara do povo, que quer cultura democratizada, e por estar sendo feito com dinheiro que deveria ser injetado nas festas do Carnaval e São João, mas os brincantes nunca olham a cor dos “incentivos”.

Vale lembrar que, diferente daquilo que os comunistas falam, as obras de restaurações feitas no teatro foram bancadas pelo governo federal, do Presidente Michel Temer, que Flávio Dino proibiu sua imagem do Palácio do Povo.

Abaixo, um trecho do manifesto encabeçado pelos artistas locais:

As pessoas que estiverem de acordo com o conteúdo da carta, por favor, assinem e se manifestem nos comentários para que possamos registrar no documento final.

Carta de Repúdio ao Teatro Arthur Azevedo, à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo do Maranhão e ao Governador Flávio Dino – responsáveis pela montagem do musical João do Vale “o gênio improvável”

O sentimento dessa carta é de absoluto espanto frente à postura dos dirigentes públicos na condução das ações que deveriam fortalecer e democratizar a cultura maranhense, especialmente no que concerne à produção do referido espetáculo. Essa carta se faz necessária diante da negação de respostas e do banimento daqueles que se atrevem a questionar, por meio das redes sociais oficiais do evento, a pretensa arrecadação do musical. Tal desprezo não nos calará e não aceitaremos censura! Bem como não nos dobraremos ao rancor das instituições. Já faz tempo que as migalhas oferecidas só dão conta de alimentar a nossa revolta.

No início do ano corrente, o Teatro Artur Azevedo – casa de cultura estadual apontada no site da SECTUR –promoveu uma seleção pública para o elenco do musicalJoão do Vale. Diversos artistas locais participaram das audições e elogiaram a condução do processo. A estreia do espetáculo marcaria a reabertura do teatro (fechado desde dezembro de 2016). Produção a todo vapor e amplamente divulgada, datas finalmente anunciadas, comunidade ansiosa pela obra que festejaria o “poeta do povo”.Só esqueceram de avisar para quem seria o tão primoroso evento. Ou melhor dizendo, a quem serviria. Sim, porque ao povo maranhense é que não é. O ingresso, que custa sessenta reais na plateia, certamente não virá no ticket refeição do trabalhador que vive com uma das piores qualidades de vida do país.

Financiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o projeto contou com recursos de parte do ICMS da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR). Vejamos o que dispõe a SECTUR sobre elegibilidade do dito incentivo à cultura:

“Pode entrar com projeto qualquer pessoa jurídica, com pelo menos um ano de existência. A concessão do CMC destina-se a os projetos que visem à democratização do acesso, divulgação e preservação da memória cultural, bem como ao desenvolvimento de atividades artísticas e as obras em espaços que abriguem atividades artísticas e destinadas a cultura.”

A primeira resposta que exigimos é: Onde está a democratização de acesso num evento que cobra ingressos tão caros?

Sim, o Teatro Artur Azevedo, realizador do espetáculo, é pessoa jurídica do tipo Associação privada, inscrito no CNPJ sob o número 08.629.606/0001-00. Decorre que a referida Associação, como mencionamos anteriormente, é declarada casa de cultura estadual e, como tal, tem toda a sua folha de pagamento subsidiada pela Secretaria de Cultura e Turismo (o que pode ser conferido no portal da transparência http://www.transparencia.ma.gov.br). Portanto, é uma instituição pública estadual recebendo incentivos provenientes de sua própria lei. Sabemos que as margens interpretativas tendem a tapear os desavisados e que imoralidades ganham ares de lisura quando bem amparadas juridicamente. No entanto, vejamos a regulamentação da lei no que tange a quem pode ser proponente:

DECRETO Nº 27.731, DE 18 DE OUTUBRO DE 2011 Regulamenta a Lei 9.437, de 15 de agosto de 2011, que dispõe sobre a concessão de incentivo fiscal para contribuinte do ICMS que financiar projeto cultural, e dá outras providências.

Art. 5º Para efeitos do disposto neste Decreto, considera-se:

II – proponente, a pessoa jurídica, devidamente estabelecida e registrada no Estado do Maranhão, excetuando-se os municípios do Estado ou suas fundações, empresas e autarquias, que propõe projeto cultural e capta os recursos do financiador para sua efetivação;

Como podemos verificar no artigo acima, a própria a lei restringe ao Estado fazer uso da lei de incentivo para evitar distorções e prevaricações (uso de má fé) com o recurso público.

Infelizmente o acesso à informação sobre a aplicação dos recursos da Lei é tão precário quanto seus objetivos. Não foi possível verificar os detalhes do projeto aqui discutido, seu proponente ou os valores captados. O que no frigir da ética não muda nada. O proponente poderia ser a associação do Itaqui-Bacanga, mas o evento é do Teatro; para sua reabertura pública e gozo das autoridades, imprensa e de quem mais puder pagar.

Tomemos alguns exemplos do disparate. Seria como o governo criando o programa do leite e abastecendo suas secretarias com o líquido. Ou conseguindo peixe a preço de custo para população carente e ficando com metade da mercadoria para as refeições no palácio. Ou criando uma lei que financia projetos culturais com renúncia fiscal para depois financiar os eventos públicos que deveriam ser custeados com orçamento próprio, como o São João, Carnaval, reabertura do maior teatro do Estado…e ainda cobrando por isso. Poderíamos ficar aqui em analogias eternas que ilustram perfeitamente o abuso da coisa, mas preferimos dedicar mais algumas linhas na evidenciação do quão imoral e desleal é um governo ficar com a maior fatia de um incentivo que, em tese, deveria alavancar a cultura nos eixos carentes desse direito. Ademais, a vantagem que um equipamento público tem na chancela e captação do benefício é evidente. Um produtor independente enfrenta dificuldades de pessoal e estrutura que o coloca atrás na aprovação e pleito de recursos para projetos.

Façamos uma conta rápida, já que nossa indignação não prejudica nosso raciocínio. O projeto do musical foi contemplado, através da Lei nº 9.437, para patrocínio pela CEMAR no dia 09/05/2017. Não consta informe de patrocínio parcial na divulgação dos resultados, o que nos faz supor que a Companhia custeou integralmente a montagem proponente. Dessa forma, toda previsão de desembolso do projeto estaria assegurada. Além disso, o Musical contou com o copatrocínio de uma joalheria local e o apoio de mais oito empresas privadas, o que representa ganho de recursos e serviços ou, no mínimo, economia sobre o previsto. Neste embrolho de suposições, podemos então crer na liquidez do projeto. Dito isso, cabe aqui a segunda questão:

Por que um espetáculo que já foi – ou deveria ter sido – totalmente custeado com recursos obtidos por meio de lei de incentivo está cobrando ingressos?

Uma explicação plausível seria o lucro, o que viria a ser aceitável, não fosse a condição do Teatro, dispositivo público que não pode ter fins lucrativos. Sabe-se que o Teatro amargou um atraso na entrega da reforma que prescindiria sua reabertura e que, consequentemente, sofreu impacto no custo de produção do Musical. Neste caso, a máquina pública é quem deveria arcar com o excedente acumulado em virtude da sua ineficiência de planejamento, uma vez que cabe a ela antecipar cenários de atraso e garantir a execução dos projetos.São fatores alheios ao patrocinador e ao público e que, por lógica, não podem recair sobre eles. Que o espetáculo fosse apresentado em outro local, que fosse na praça! Repassar o prejuízo – ou provisão de caixa – para o público é uma atitude que beira o descaramento. O povo não vai pagar, porque o povo já pagou por esse espetáculo quando comprou o pão do dia ou quando quitou a conta de luz do mês. É obrigação do Governo do Estado do Maranhão manter e financiar projetos em suas casas de cultura. É para isso, também, que a pasta da Cultura tem – ou deveria ter – orçamento.

A contrapartida social oferecida pelo projeto é irrisória e redundante. As apresentações gratuitas que serão oferecidas aos alunos do NAE (Núcleo Arte-Educação) já estão previstas pelas ações de formação de plateia do próprio NAE, cuja realização é de responsabilidade das Secretarias de Estado da Cultura e Secretaria da Educação. Resumindo, é oferecido um retorno social que já seria cobrado pelo escopo de um outro projeto em vigor. Saída astuciosa e maliciosa.

O Projeto de Lei nº 114/2017, do atual governo, solicitado para tramitação urgente, prevê que o poder Executivo poderá aplicar até 100% dos recursos do Fundo Estadual de Cultura do Maranhão (FUNDECMA) em projetos formulados pelo poder público. Ou seja, desobriga a injeção direta de capital nos difusores independentes de cultura. Então, se a lei de incentivo à cultura permite o uso de parte do ICMS a ser arrecadado no financiamento de projetos do governo – incluindo-se aí seus braços diretivos – e o FUNDECMA pode ser usado integralmente nesses mesmos projetos, sobra o quê para quem não tem o Estado como mantenedor? Migalhas em formato de editais de ocupação e participação em eventos. Sobram a Semana de Teatro e a de Dança sucateadas e inexpressivas. Sobra um cala boca enunciado de cortesia para a classe artística. Ou nem isso.

O mais irônico é saber que o canto interpretado do poeta do povo vai ser ouvido pela mesma elite que o impediu de entrar na escola.

“Hoje todo são “doutô”, eu continuo joão ninguém/

Mas quem nasce pra pataca, nunca pode ser vintém/

Ver meus amigos “doutô”, basta pra me sentir bem/

Ver meus amigos “doutô”, basta pra me sentir bem.”

(trecho da música Minha História – João do Vale)

Não, não basta. E nós vamos gritar bem alto! Não queremos cortesias, exigimos o direito do povo de estar na primeira fila! Seremos barrados e ao nosso lado estará João do Vale, cantando baião na calçada para conseguir pagar a entrada.

 

Assinam este documento:

Michelle Cabral

Cia MiraMundo

Coletivo Teatro do Redentor

Nicolle Machado

Renato Guterres

Andressa Passos

Jairiane Muniz

Luciano Ferrgar

Marcelo Augusto

Ivo Borgneth

Dida Maranhão

Heidy Ataides

Nilce Braga

Claudio Marconcine

Wêsley Alves

Jogo baixo: Flávio Dino tenta colar imagem de Sarney na terceira via.

Não é segredo para ninguém que Flávio Dino age igual (ou pior) que Sarney. Para não perder as eleições de 2018, vem cooptando aliados de Roseana Sarney, lideranças, até jornalistas e blogueiros.

Para não perder as eleições, abriu seu governo para aliados de Roseana Sarney: Gastão Vieira, Cléber Verde, André Fufuca (aliado do golpista  Eduardo Cunha PMDB-RJ), Pedro Lucas Fernandes(Sobrinho de Manoel Ribeiro), trouxe até o golpista Rodrigo Maia (Presidente da Câmara dos Deputados) recentemente num evento do PDT, na Batuque Brasil em São Luís.

Confira um trecho da ladainha comunista nos blogues e programas de rádios e TVs, plantando na mídia palaciana que, quem não apoia Flávio Dino é “laranja” do Sarney:

Comunistas tentam, através das mídias alugadas, impor dúvidas, medos e inseguranças nos eleitores.

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