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Senadores se desentenderam e bateram boca no final da manhã desta quinta-feira (25), no primeiro dia de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment, após a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmar que “metade do Senado” não tem moral para julgar a petista (assista ao vídeo aqui).

Senadores favoráveis ao impeachment se irritaram com a declaração de Gleisi e teve início um bate-boca generalizado fora dos microfones da sessão.

O primeiro a responder à declaração de Gleisi foi o líder do DEM, Ronaldo Caiado. Em tom irônico, o parlamentar goiano interrompou a senadora petista e afirmou que ele e os outros parlamentares da Casa não eram “assaltantes de aposentados”, referindo-se à prisão do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido de Gleisi, que foi preso sob acusação de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado R$ 100 milhões dos funcionários públicos federais que fizeram empréstimo consignados.

Gleisi, então, também alfinetou o líder do DEM. “É [assaltante] de trabalhador escravo”, rebateu a petista, fazendo referência ao fato de Caiado ser produtor rural em Goiás.

Um dos mais combativos aliados de Dilma, Lindbergh Farias entrou na discussão e acusou Caiado de ter ligação com o contraventor goiano Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Acusado de comandar uma quadrilha que explora jogos de azar em Goiás, Cachoeira foi preso em junho pela Operação Saqueador, da Polícia Federal (PF), sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos.

“Sua ligação é com o Carlinhos Cachoeira”, gritou Lindbergh, no momento em que o senador do DEM ironizava o marido de Gleisi.

“Demóstenes [Torres, senador cassado por suspeita de envolvimento com Carlinhos Cachoeira] sabe da sua vida”, continuou o senador petista.

“Tem que fazer antidoping. Fica aqui cheirando, não”, provocou Caiado.

Integrante da bancada do PT, a senadora Fátima Bezerra (RN) também entrou no bate-boca e afirmou que líder do DEM não podia “falar mal do PT”.

Para conter os senadores, o presidente do Supremo decidiu interromper a sessão por cerca de cinco minutos.

Quando a sessão foi retomada, Gleisi concluiu sua fala e ressaltou que, na opinião dela, os senadores não tinham moral para julgar a presidente afastada.

Fonte: G1

Um túnel foi descoberto na noite desta terça-feira (23) dentro do Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, mais conhecido como Cadeia Pública de Natal. A unidade, que fica na Zona Norte da cidade, possui atualmente 570 detentos. Destes, 230 estão no Pavilhão A, de onde partiu o túnel. Não houve fuga. O vídeo acima, gravado pela câmera de um aparelho celular, mostra que a escavação já estava bastante avançada.

nicialmente, foi informado que o túnel tinha cerca de 30 metros. Após uma nova medição, chegou-se à constação que o túnel tem cerca de 100 metros.

Diretora da unidade, Dinorá Simas disse ao G1 que a escavação já estava tão extensa que o calçamento cedeu no meio da rua. “Foi por causa disso que descobrimos o plano de fuga. A informação que nós temos é que o túnel iria sair dentro de uma casa”, revelou.

Ainda de acordo com Dinorá, uma retroescavadeira será enviada ao presídio na manhã desta quarta (24) para destruir a estrutura construída pelos presos. “Vamos fazer desmoronar a escavação e concretar abertura do túnel”, afirmou a diretora. Antes, ainda de acordo com a diretora, agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) – unidade de elite da Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc) – farão uma em busca de outras possíveis escavações.

Fonte: G1

O setor técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa as contas da campanha da presidente Dilma Rousseff dentro das ações que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer, identificou suspeitas em relação a três empresas prestadoras de serviço na eleição de 2014.

Os documentos foram entregues pelos peritos à ministra Maria Thereza de Assis Moura, corregedora do TSE. O prazo para envio da perícia se encerrava nesta segunda (22).

Ela juntou o laudo técnco às ações e também marcou as datas de depoimentos de delatores e autorizou que sejam ouvidos dirigentes da Andrade Gutierrez, delatores da Lava Jato, além de outros colaboradores, como Augusto Mendonça, Pedro Barusco, Eduardo Leite, Ricardo Pessoa, Júlio Camargo e Zwi Skornicki.

Para os técnicos, as empresas Red Seg, VTPB e Focal não apresentaram documentos suficientes para comprovar que prestaram serviços no valor pago pela campanha.

Eles também descartaram que a gráfica Atitude, investigada por lavagem de dinheiro na Lava Jato, tenha prestado serviços à campanha de Dilma, como suspeitava o PSDB – não houve declaração oficial da gráfica como fornecedora.

O G1 ligou para a assessoria da presidente afastada Dilma Rousseff, mas ainda não conseguiu contato. Procurada pelo G1, a assessoria de Temer disse que não vai se manifestar.

Na eleição de 2014, a Focal  recebeu, aproximadamente, R$ 25 milhões por serviços prestados para a campanha à reeleição da presidente afastada. A empresa de material gráfico e montagem de palanques foi a segunda maior fornecedora da campanha petista, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, um dos réus da Operação Lava Jato.

Em abril, a ministra autorizou perícias em documentos de prestadoras de serviço a pedido do PSDB. Ela é relatora de quatro ações no TSE que pedem a cassação da chapa e que ainda não têm previsão de julgamento.

Nas ações, o PSDB argumenta que houve abuso de poder político e econômico pela chapa Dilma e Temer durante as eleições de 2014 e que eles tiveram as campanhas financiadas com dinheiro ilegal, desviado da Petrobras.

Depoimentos em setembro
Além de juntar o laudo ao processo, a ministra Maria Thereza também deu andamento ao processo, com a marcação de depoimentos de delatores no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No dia 16 de setembro, serão ouvidos no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) Pedro Barusco, Zwi Skornick, Hamilton Padilha e Marcelo Neri.

Em 19 de setembro, serão ouvidos no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) Augusto Mendonça, Eduardo Leite, Ricardo Pessoa, Júlio Camargo, Otávio Azevedo e Flávio Barra.

Fonte: G1

A presidente afastada Dilma Rousseff anunciou, nesta quarta-feira (17), que irá ao Senado federal para fazer sua defesa no julgamento do processo que pede o seu afastamento definitivo da Presidência da República. O depoimento da petista será dado no dia 29 de agosto, como revela matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na visão do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), a ida de Dilma ao Senado é “extremamente importante” para a democracia. O tucano acredita que esta será a oportunidade de a presidente afastada responder a importantes questionamentos que ainda não ficaram totalmente esclarecidos.

“Se ela vier, nós vamos fazer algumas perguntas para a presidente Dilma e eu espero que ela responda. Além desses crimes que ela cometeu, de responsabilidade fiscal, emitindo decretos de crédito suplementares, tomando dinheiro emprestado de banco, eu quero perguntar para a presidente Dilma por que ela nomeou Lula [para a Casa Civil], por que ela nomeou [Marcelo] Navarro [para o Superior Tribunal de Justiça], por que ela autorizou a compra [da refinaria] de Pasadena, e tantas outras perguntas que nós temos que fazer a ela”, destacou o parlamentar.

Em suas redes sociais, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) também comentou a decisão de Dilma. O capixaba afirmou que a presidente afastada “finalmente decidiu exercer seu direito” e pediu para seus seguidores enviarem as perguntas que gostariam de fazer à petista.

Crime de responsabilidade

Ao anunciar sua decisão de ir ao Senado para a reportagem da Folha, Dilma voltou a afirmar que não cometeu as irregularidades pelas quais vem sendo julgada. “Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade”, disse a petista ao jornal paulista.

Para Ataídes de Oliveira, essa postura é natural, mas não muda o que aconteceu enquanto Dilma esteve no poder. “Ela está na sua legítima defesa ao dizer que não tem culpa. Agora, contra os fatos não há argumento”, resumiu o tucano.

Será a primeira vez em que Dilma irá ao Congresso para se defender no processo de impeachment.

Fonte: PSDB

O julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, marcado para ter início no dia 25 de agosto, uma quinta-feira, poderá se estender pelo fim de semana caso ainda falte ouvir alguma testemunha. No entanto, não há definição sobre isso agora, pois vai depender do desenrolar da sessão de sexta-feira (26).

A decisão de não determinar um horário para interromper a sessão foi acordada nesta quarta-feira (17) em uma reunião entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowsi, que comandará o julgamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes partidários.

O único compromisso acertado em relação a isso é que a fase de depoimento das testemunhas tem que estar encerrada a tempo de dar início à sessão na segunda-feira (29), às 9h, para ouvir a presidente afastada.

Controversa, a questão foi uma das principais polêmicas da reunião, o que fez com que ela se alongasse por mais de duas horas.
Senadores da oposição defendiam que a sessão de depoimentos fosse interrompida na noite de sexta.

Lewandowski, porém, era contra interromper o julgamento no meio já que as testemunhas terão que ficar isoladas em quartos de hotéis em Brasília enquanto durar essa etapa, o que poderia ser bastante desgastante para elas.

Pelos cálculos de técnicos do Supremo, se tudo correr dentro do cronograma previsto, o depoimento de testemunhas deverá terminar na noite de sexta ou madrugada de sábado.
Rito

Encerrado o depoimento das testemunhas, o julgamento será retomado na segunda-feira com um prazo de 30 minutos de Dilma fazer uma manifestação inicial antes de ser interrogada.

Mais cedo nesta quarta, a petista confirmou que pretende comparecer pessoalmente ao Senado. Ela responderá a perguntas feitas tanto pelo presidente do STF quanto pelos senadores, advogados de acusação e de defesa.

Em seguida, haverá tempo para a acusação e a defesa se pronunciarem. E, depois, senadores terão prazo para se manifestar o processo. Não há previsão de quando a votação deverá acontecer. A estimativa do presidente do Senado é que haja um desfecho na terça-feira (30).

Fonte: G1

Em entrevista dada com exclusividade à revista IstoÉ, publicada na noite de sexta-feira, 24, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, eleito pelo PMDB do Rio de Janeiro, decidiu falar pela primeira vez sobre o que pode ter sido uma compra de influência na Câmara dos deputados para barrar o impeachment da presidente afastadaDilma Rousseff. De acordo com o deputado que pode ter seu mandato cassado, Dilma mandou o então Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tentar fazer com ele uma negociação.

Eduardo Cunha e Dilma Rousseff

Em troca do apoio de Cunha contra o impeachment, arquivando o processo contra Dilma, deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) poderiam ajudar Cunha no Conselho de Ética. Por um voto, o Conselho acabou aprovando recentemente a cassação do parlamentar. Para que essa tenha valor definitivo, ainda é necessário uma votação no Plenário da Câmara. No entanto, a etapa no Conselho era considerada a mais importante para definir o futuro político de Eduardo. 

“Todas as vezes em que ele esteve comigo, deixou claro que relatava todas as conversas para Dilma e que ela sabia”, revelou o ainda deputado. Segundo ele, tudo ficou ainda mais grave quando o Ministro da Casa Civil esteve com ele no dia 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida. Wagner teria dito ao parlamentar que conversara com Dilma e que ela apoiava a negociação. “O que comprova, mais uma vez, que ela participava e sabia de tudo”, esclareceu o peemedebista.  

Cunha disse que repudiou  a tentativa do governo dizendo que ele não seria capaz de protegê-lo. Ao todo, teriam sido realizadas pelo menos três reuniões entre o deputado e Wagner. No terceiro encontro, quem organizou a conversa foi o presidente em exercício Michel Temer. Ele, no entanto, não quis saber do conteúdo do que ali seria tratado. “Jaques Wagner ofereceu não só os votos no Conselho de Ética, mas o controle total do presidente do Conselho”, fez a revelação fatal o parlamentar que pode ajudar a derrubar a presidente afastada. A previsão é que a votação contra ela ocorra até o final de agosto. 

Fonte: Blastingnews

PR - NESTOR CERVERÓ/EMBARQUE - POLÍTICA - O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró (à esq.), embarca no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), com destino ao Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 25. Cerveró estava detido desde 2015 pela Lava Jato. Ele deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) por volta das 8h40 desta sexta-feira (24) e passa a cumprir a pena em casa. 25/06/2016 - Foto: HEULER ANDREY/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Após fechar acordo de delação premiada, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi para o Rio de Janeiro, onde cumprirá prisão domiciliar.

Ele deixou mais cedo a sede da Polícia Federal em Curitiba e vai cumprir a pena em um imóvel que mantém em Itaipava, na Região Serrana do Rio.

Cerveró estava preso desde janeiro de 2015 e aceitou devolver 17 milhões de reais aos cofres públicos.

O ex-diretor da Petrobras já foi condenado duas vezes, em 2015, por corrupção e lavagem de dinheiro em ações penais no âmbito da Lava Jato. Somadas, as penas superam 17 anos de prisão.

Fonte: Band

O ex-ministro do Planejamento do governo Lula e das Comunicações no primeiro governo Dilma, Paulo Bernardo, foi preso nesta quinta-feira (23) em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que estava com Bernardo no apartamento funcional, em Brasília, quando a polícia chegou.

Outro ex-ministro de Dilma Carlos Gabas (Previdência) teve a casa alvo de busca e apreensão.

Inicialmente, a PF informou que Gabas foi alvo de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada a depor. No entanto, o juiz que autorizou o mandado disse que Gabas deveria ser informado pelos policiais que teria o direito de ficar em silêncio e, nesse caso, não seria obrigado a ir para a delegacia prestar depoimento. Como Gabas disse que não falaria com as autoridades, pôde ficar em casa. 

Um mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog ‘Brasil 247’. Ele já havia aparecido nas investigações da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados.

Entre os que foram presos está Valter Correia, secretário de Gestão do prefeito Fernando Haddad, em São Paulo.

Há ainda um mandado de prisão preventiva para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que, condenado na Lava Jato, está preso desde 2015. Outro ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, também tem mandado de prisão. Ele é marido da ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma, Tereza Campelo, e próximo ao ex-ministro José Dirceu.

No entanto, até o início da tarde desta quinta, ele ainda não havia sido detido pela PF, que não o encontrou em casa. Em entrevista à Rádio Gaúcha, mais cedo, Ferreira disse que está “tranquilíssimo”. “Nunca, em momento algum nos quatro anos que eu estive à frente da secretaria de finanças do PT, vinculei doação a contrato”, afirmou Ferreira na entrevista.

Além das prisões relacionadas ao PT, policiais federais foram à sede do partido no centro de São Paulo. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal, na capital paulista.

A PF informou que o objetivo da operação, batizada de Custo Brasil, é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática pela empresa Consist no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento.

Agentes da Polícia Federal realizam buscas na sede do PT Nacional em São Paulo. A ação faz parte da Operação Custo Brasil, que integra a Lava Jato, investigando o pagamento de propina entre os anos de 2010 e 2015 a pessoas ligadas ao MPOG (Foto: Suamy Beydoun/Futura Press/Estadão Conteúdo)Agentes da Polícia Federal realizam buscas na sede do PT Nacional em São Paulo. A ação faz parte da Operação Custo Brasil, que integra a Lava Jato, investigando o pagamento de propina entre os anos de 2010 e 2015 a pessoas ligadas ao MPOG (Foto: Suamy Beydoun/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Um mandado de prisão preventiva tem como alvo advogado Guilherme de Salles Gonçalves, que participou da campanha da senadora Gleisi Hoffmann para o Senado, em 2010, e à prefeitura de Curitiba, em 2008. Ele não foi detido porque está no exterior, de acordo com a Polícia Federal.

Carro da PF em Curitiba (Foto: Sérgio Tavares/ G1)PF cumpriu mandado de busca no apartamento
da senadora Gleisi (Foto: Sérgio Tavares/ G1)

Ao todo, a operação tem 65 mandados judiciais em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Do total de mandados nesta quinta, 11 são de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14  de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento. Um dos mandados de busca foi cumprido na casa de Bernardo e Gleisi, no bairro Água Verde, em Curitiba.

Em nota, a defesa de Paulo Bernardo disse que a prisão é ilegal e que o ex-ministro não teve envolvimento em eventuais irregularidades no Planejamento (veja nota dos advogados no final desta matéria).

Por telefone, Gabas falou à GloboNews que está em casa e à disposição para esclarecimentos. Ele disse ainda que quer que tudo seja esclarecido, que os culpados paguem e os inocentes sejam absolvidos e liberados.

Esquema
De acordo com a Polícia Federal, o Ministério do Planejamento, entre 2010 e 2015, direcionou a contratação da Consist para operacionalizar o crédito consignado a funcionários públicos da União.

“Segundo apurou-se, 70% dos valores recebidos por essa empresa  eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no MPOG [Ministério do Planejamento] por meio de outros contratos – fictícios ou simulados”, disse a PF.

Ainda segundo os investigadores, um escritório de advocacia ligado a Paulo Bernardo recebeu cerca de R$ 7 milhões entre 2010 e 2015 por meio de esquema.

Os crimes investigados na operação são de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Fonte: G1


Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em entrevista coletiva no Ministério da Defesa no Comando Militar do Planalto (Foto: Isaac Amorim/MJC)Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em entrevista coletiva no Ministério da Defesa no Comando Militar do Planalto (Foto: Isaac Amorim/MJC)

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (22) que o remanejamento de policiais federais para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos no Rio não vai afetar o andamento da Operação Lava Jato. Segundo ele, o compromisso foi firmado com o juiz Sérgio Moro e procuradores e policiais federais da força-tarefa da investigação em visita dele a Curitiba na terça.

As declarações do ministro foram feitas após encontro entre represantes da Defesa, das Forças Armadas, do Gabinete de Segurança Institucional e do governo do Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (22) no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

Moraes afirmou que o objetivo da visita a Curitiba era demostrar o “total apoio concreto” do Ministério da Justiça e do presidente em exercício, Michel Temer, à Lava Jato. “Se houver necessidade de mais peritos, policiais, infraestrutura é só solicitar que o Ministério da Justiça irá imediatamente colocar à disposição”, disse.

“Nós vamos obviamente lotar mais policiais no Rio de Janeiro, mas sem nenhum prejuízo da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Vamos retirar de outros locais porque a prioridade da Polícia Federal e do Ministério da Justiça neste momento em termos de investigação de combate à corrupção é a Operação Lava Jato.”

O ministro também considerou imprescindível o aporte de R$ 2,9 bilhões da União ao Rio de Janeiro para que possam investir em segurança durante os Jogos. O “apoio financeiro” foi estabelecido em uma medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça.

Segundo Moraes, o apoio é consequência da situação econômica do Rio de Janeiro e não deve ser estendido para outros estados. Na semana passada, o estado fluminense decretou calamidade pública em razão da crise financeira nas contas públicas.

ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro (Foto: Christianne Machiavelli/Justiça Federal)

Mais militares no RJ
Após o evento, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que o ministério vai conceder ao Rio de Janeiro o apoio de mais militares para fazer a segurança dos jogos. De acordo com o ministério da Defesa, cerca de 20 mil militares (dos 38 mil que trabalharão especificamente na segurança da Olimpíada) já estavam previstos para ser deslocados para Rio de Janeiro. O número adicional, no entanto, não foi definido pela pasta.

O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, tinha solicitado apoio de mais homens para garantir a segurança entre 24 de julho a 19 de setembro, após até mesmo a Paralimpíada. No requerimento, a previsão é de que o contingente extra ficasse em locais como a Avenida Brasil, o aeroporto do Galeão e as linhas Vermelha e Amarela.

Fonte: G1