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Ótima e muito esclarecedora a entrevista do senador Roberto Rocha (PSB) publicada na edição deste domingo, 6, do Jornal Pequeno.

O socialista faz uma avaliação do resultado das eleições municipais no país e no Maranhão, comenta sobre a conjuntura política local e lamenta que o Governo do Maranhão ainda não tenha avançado em novas políticas que efetivamente alavanquem o desenvolvimento do estado.

Um dos responsáveis mais destacados pela engenharia política que culminou na vitória dele ao Senado Federal e de Flávio Dino ao Governo do Estado nas eleições de 2014, Roberto Rocha critica a postura do governador comunista frente ao seu projeto de criação de uma Zona de Exportação do Maranhão, criando um novo regime chamado exclave aduaneiro, capaz de transformar a Ilha de São Luis em um hub mundial de produtos. “Tive apoio no meio empresarial, na FIEMA, em nichos universitários, mas a rede institucional do Governo mostrou-se impermeável a discutir a ideia, sem ao menos contrapor outra em seu lugar. É nesse cenário, de arrogância ideológica, que surgem correntes capazes de formular um projeto para o Maranhão que seja mais plural e mais sintonizado com as demandas de nosso tempo.”

Confira a íntegra da entrevista com o senador Roberto Rocha:

Que análise o sr. faz dos resultados da eleição, no plano nacional?

Não tenho lembrança de nenhuma eleição que tenha provocado uma maior reacomodação das forças políticas nacionais, em tempos democráticos. Para ficarmos no exemplo mais dramático, o PT, que foi o partido que mais cresceu na última década, teve nestas eleições menos votos que o PSB ou o PDT, que são forças médias. Temos portanto um desenho de forças políticas completamente novo, que se projeta para as eleições de 2018.

E quem saiu ganhando com esse novo desenho?

Partidariamente, é claro, foi o PSDB. Ele sozinho conquistou quase 18% dos votos apurados nas urnas em todo o Brasil. Pra dar uma ideia do que isso significa, foi mais que o triplo dos votos obtidos pelo PT.

Do ponto de vista de liderança pessoal o maior vitorioso foi o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que se fortaleceu como o candidato natural do partido para disputar a Presidência da República, em 2018.

Mas terá que enfrentar outros nomes fortes do partido, não?

Sim, é verdade, mas nenhum deles reúne hoje o capital eleitoral do Geraldo e uma base de lançamento com a potência do Governo de São Paulo. Vale dizer que o PSB foi o principal parceiro nesse projeto, pois é o fiador da governança no Estado, pelas mãos do vice-governador Marcio França.

Então PSB e PSDB devem estar juntos em 2018

É o caminho natural da lógica política. Aliás, já foi o caminho trilhado pelo partido após a morte de Eduardo Campos, quando o PSB se engajou no segundo turno na candidatura de Aécio Neves.

E qual o efeito dessas novas configurações na eleição de 2018?

Em 2018, para presidente, a tendência é termos muitas candidaturas no primeiro turno, mas as forças políticas devem convergir para uma disputa no segundo turno entre basicamente duas forças: de um lado o PSDB e o PSB, em torno do governador Geraldo Alckmin, e do outro as forças da chamada esquerda que devem buscar uma renovação numa candidatura como a de Ciro Gomes, que poderá reunir, além do PDT, o PT, o PCdoB e um ou outro partido médio.

E no plano municipal e estadual, qual o efeito dessas novas configurações?

No municipal, o efeito já aconteceu nesta eleição. Todos sabem que o governador apostava suas fichas na candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré, por não acreditar na capacidade de regeneração da administração do prefeito Edivaldo Holanda Jr. Mas o PSB nacional entendeu que o partido não poderia ser usado como saída de emergência do projeto do Governador, e eu mesmo tive que agir politicamente para garantir que o PSB correria em raia própria, mesmo com mínimas chances eleitorais. E o resultado nós vimos, o prefeito teve que desmontar o puxadinho do Palácio, pelo menos até o momento em que o próprio governador resolveu pular no bonde andando, quando as pesquisas apontaram a vitória do prefeito.

Vamos ver se na recomposição do secretariado do Prefeito vai prevalecer o Edivaldo que falou grosso no debate do segundo turno ou aquele que administrou o puxadinho, com voz mansa e cordata.

Já no plano estadual, o primeiro efeito será quebrar o espectro de alianças que elegeu o governador Flavio Dino em 2014. Naquela ocasião o Maranhão vivia uma circunstância de ruptura com um modelo político exausto e a realidade regional se sobrepôs à realidade nacional. Em condições normais, em 2018, isso não se repetirá. Uma aliança entre PC do B e PSDB, como aconteceu em 2014, seria algo teratológico.

E quais as forças que poderão se contrapor aqui ao grupo do governador?

Em razão da gravitação do campo nacional, é claro que o PSDB, assim como o PSB deverão compor um projeto diferente. Talvez o PMDB lidere uma terceira força e aí vem os partidos médios e pequenos que a circunstância política do momento deve determinar para onde pendem.

O seu nome pode liderar essa corrente de oposição?

Nós temos aqui no Maranhão uma tradição, alimentada pela mídia, de visualizar a política como uma disputa pessoal, uma briga de personalidades. É como se as afinidades pessoais ou as amizades determinassem as escolhas políticas. Nada mais falso. A disputa deve se dar por visões de mundo e capacidade de construir maiorias para formular um projeto para o Estado. Por enquanto não estão dadas as condições para a discussão de nomes, mas à medida que o Governo vai demarcando seu campo de atuação é possível identificar, na sociedade, expressões de desconforto com os rumos que vem sendo tomados.

Por exemplo?

O que eu vislumbro de mais grave é a ausência de um projeto generoso e ousado que formule uma inflexão no rumo de desenvolvimento do Estado. Pensar grande, projetar para o futuro um Maranhão que é possível construir a partir do que alcançamos nas últimas décadas.

Vejo com tristeza um Governo paralisado por interdições ideológicas, avesso ao capital privado e ao empreendedorismo do seu povo. Na origem, há boas intenções, mas a crença de fundo é de que apenas as ampliações de ganhos sociais e da consciência do povo é capaz de conduzir o Estado para um outro plano de conquistas. Por mais meritório que seja, essa agenda choca-se com a realidade e a experiência que nos mostra que somente o desenvolvimento das forças de produção pode alavancar a sociedade para um outro patamar de progresso civilizacional.

E o que o sr. tem a oferecer em contraste?

Os estados que mais cresceram no Brasil, nos últimos anos, como o Ceará ou o Tocantins, assim como o Piauí, partiram de uma base mínima de consenso da classe política para alavancar os seus indicadores educacionais, a partir de uma vigorosa ação política em favor da atração de capital e indústrias. O Ceará e o Piauí, comparados ao Maranhão, são quase inviáveis, pela pobreza de biomas e de recursos hídricos. No entanto nos ultrapassaram em todos os indicadores.

Veja que as eleições nesses estados não são marcadas por diferenças pessoais que transformam a disputa em verdadeiro pugilato retórico. São disputas de projetos. Mesmo a esquerda no Ceará, por exemplo, ainda que crítica, não nega o que foi plantado desde o governo Tasso Jereissati, que deu início à transformação do Estado.

Aqui no Maranhão, veja a que estamos reduzidos: uma gincana em que se discute quem asfaltou mais ruas nos municípios, quem inaugurou mais praças. Somos incapazes de estabelecer um consenso sobre a óbvia vantagem comparativa do Maranhão, em função da sua posição geográfica e das potencialidades do Complexo Portuário do Itaqui.

Nós somos o Estado capaz de viabilizar toda a produção agropecuária do Centro-oeste, a maior fronteira agrícola do planeta, e estamos discutindo o varejo da política. Está nas nossas mãos construir um futuro de possibilidades grandiosas, mas continuamos agindo como se o futuro viesse por inércia, por gravidade.

Recentemente eu formulei um projeto de criação de uma Zona de Exportação do Maranhão, criando um novo regime chamado exclave aduaneiro, capaz de transformar a Ilha de São Luis em um hub mundial de produtos. Tive apoio no meio empresarial, na FIEMA, em nichos universitários, mas a rede institucional do Governo mostrou-se impermeável a discutir a ideia, sem ao menos contrapor outra em seu lugar. É nesse cenário, de arrogância ideológica, que surgem correntes capazes de formular um projeto para o Maranhão que seja mais plural e mais sintonizado com as demandas de nosso tempo.

Fonte: Robert Lobato

Os senadores Fernando Collor (PTB), Edison Lobão (PMDB) e o ex-presidente José Sarney teriam sido beneficiados pela ação do grupo de policiais legislativos preso na manhã desta sexta-feira, 21, pela Polícia Federal.

Todos os três políticos são alvos de investigação no âmbito da Lava Jato.

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira, 21, diligências no Senado na Operação Métis. Quatro policiais legislativos foram presos por suspeita de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e em outras ações da Federal. São eles: Pedro Ricardo (diretor), Geraldo Cesar de Deus Oliveira, Everton Taborda e Antonio Tavares.

Fonte: Política Estadão

O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19), em Brasília. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A decisão foi do juiz Sérgio Moro no processo em que Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

O ex-deputado embarcou em um avião da Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília com destino a Curitiba, onde ficará preso. No despacho, Moro autorizou que a PF entrasse na casa de Cunha no Rio de Janeiro para prendê-lo. (acompanhe a cobertura em tempo real)

Moro é responsável pelas ações da operação Lava Jato na 1ª instância. Após Cunha perder o foro privilegiado com a cassação do mandato, ocorrida em setembro, o juiz retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda (17), Moro intimou Cunha e deu 10 dias para que os advogados protocolassem defesa prévia.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que “há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior” e da dupla nacionalidade – Cunha tem passaporte italiano.

Para embasar o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara, a força-tarefa da Operação Lava Jato listou atitudes, que conforme os procuradores, foram adotadas por Cunha para atrapalhar as investigações.

Entre elas, a convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista e colaborador da Lava Jato Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras.

Falso empréstimo
Um dos tópicos do pedido de prisão fala sobre um empréstimo que, segundo o MPF, teria sido fraudado entre Claudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, e Francisco Oliveira da Silva, presidente da Igreja Evangélica Cristo.

De acordo com os procuradores, Claudia Cruz declarou empréstimo de R$ 250 mil em 2008. Entretanto, a partir de quebra de sigilo bancários de ambos, não foram identificados relacionamento financeiro.

“Ao que tudo indica, Francisco Oliveira da Silva jamais emprestou dinheiro a Claudia Cruz, sendo lógico que a simulação do contrato de mútuo serviu apenas como uma fraude para dar lastro para o ingresso de recursos espúrios provenientes dos crimes praticados por Eduardo Cunha no patrimônio da investigada”.

Os procuradores mencionam ainda empresas, offshores e trusts em nome de Cunha no exterior. Para uma das offshores, o ex-presidente da Câmara declarou patrimônio maior do que o informado à Receita Federal.

“O patrimônio declarado do denunciado Eduardo Cunha para a instituição financeira é de US$ 16 milhões, bem acima dos valores declarados no Brasil, de pouco mais de R$ 1,5 milhão de reais, que aparece nas suas declarações de imposto de renda”, diz o MPF.

A partir das informações prestadas por Cunha às instituições financeiras, o MPF afirma que Cunha era “beneficial owner” – a pessoa que contribui para ou exercita controle sobre a conta. “Diversos documentos demonstram que Eduardo Cunha é o beneficiário efetivo e final (beneficial owner) de todos os ativos depositados na contra Triumph”.

Além da prisão, o MPF pediu a apreensão de oito veículos:
– Porsche Cayenne modelo 2013
– Porsche Cayenne modelo 2006/2006
– Land Rover Freelander modelo 2007/2008
– Hyundai Tucson modelo 2008/2009
– Volkswagen Tiguan modelo 2010/2011
– Volkswagen Passat Variant modelo 2003/2004
– Ford Edge modelo 2013
– Ford Fusion 2013

Fonte: G1

Com apoio do PSDB, o plenário da Câmara aprovou, por 366 votos a 111, a Proposta de Emenda à Constituição 241, que institui o Novo Regime Fiscal. A bancada tucana defendeu a PEC como instrumento fundamental para combater a grave crise fiscal do país e votou em peso a favor da matéria. Durante o longo debate, os tucanos também contestaram com veemência distorções apresentadas pela oposição, como a de que haverá perda de direitos e os recursos para Saúde e Educação serão congelados nos próximos anos.

Com a PEC, os gastos do governo federal serão corrigidos pela inflação do ano anterior. O limite é necessário diante do aumento acelerado das despesas e da queda na arrecadação. A sessão terminou na madrugada desta terça-feira (11) após a rejeição dos destaques ao texto.

A votação foi possível com a aprovação, em plenário, da quebra de interstício da PEC no início da tarde. Assim, não foi preciso aguardar o prazo de duas sessões após a aprovação na comissão especial, ocorrida na última quinta-feira (6). Partidos de oposição, como o PT, tentaram obstruir a votação da PEC durante todo o debate, mas não tiveram sucesso.

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), é incompreensível que líderes petistas queiram dar sequência à ação perdulária com dinheiro público, como acontecia nos governos anteriores. O PT precisa aprender a lição e abandonar práticas antigas, afirmou o tucano. O resultado das urnas no primeiro turno das eleições municipais foi cruel com o PT e mostrou que o povo não quer mais mentiras.

“É fundamental para o país o equilíbrio das contas públicas. No passado, esse partido não votou a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal. E o que vimos nos últimos anos? A destruição da nossa economia, 12 milhões de desempregados, as famílias perdendo renda e ficando endividadas”, declarou.

O deputado Rocha (AC) também criticou a postura de parlamentares do PT e aliados, que foram os grandes responsáveis pela crise econômica. “É a chance de colocar o Brasil em um rumo diferente daquele a que o PT estava conduzindo, na mesma direção que quebrou a Venezuela, a Argentina e outros países. Aqueles que quebraram o Brasil hoje não querem ajudá-lo sair da crise em que ele vive”, reprovou.

O principal objetivo da PEC 241 é limitar os gastos para que o governo possa dar continuidade aos investimentos em saúde, educação, assistência social e infraestrutura sem aumentar impostos. “Quem é contra a PEC 241 quer impor à sociedade brasileira um novo aumento de impostos, para poder fazer frente ao andamento da máquina pública”, explicou o deputado Duarte Nogueira (SP).

Segundo o tucano, nas eleições municipais os brasileiros disseram não à irresponsabilidade e aos gastos desenfreados do PT. “O Brasil votou contra esse tipo de atitude. O Brasil quer gente responsável tomando decisões em seu favor, em seu nome”, frisou.

APOIO NO SENADO

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), destacou que a bancada já fechou questão a favor da matéria no Senado. Segundo ele, a aprovação da PEC 241 é necessária. “É fundamental para o Brasil encontrar um novo caminho de equilíbrio das contas públicas, e depois ter maior confiança e retomada dos investimentos e dos empregos”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reforçou a importância da proposta para a economia nacional. “O Brasil precisa recompor sua situação financeira. Sem essa recomposição, não vai haver emprego nem crescimento, as pessoas vão sofrer. Então o PSDB vai apoiar a PEC”, ressaltou.

CONTA NÃO FECHA
Todos os trabalhadores sabem que a conta não fecha quando a família gasta mais do que ganha, alertou o deputado Marcus Pestana (MG). O Brasil está à beira de um abismo e precisa ser reconstruído a partir do ajuste fiscal, acredita o tucano. Ele destaca que o país tem déficit nominal de 10% do PIB, muito acima do máximo de 3% recomendado pela Comunidade Europeia.

Sem a aprovação da PEC, quem pagaria a conta seriam os brasileiros mais pobres, com aumento da inflação e do desemprego, explicou Pestana. Os jovens também sairiam prejudicados com o acúmulo da dívida. “A irresponsabilidade presente da nossa geração vai ser paga pelos nossos filhos e nossos netos, e eles não nos autorizaram a fazer isso. Não podemos deixar como herança um sistema previdenciário insustentável e uma dívida monstruosa, impagável”, disse.

O deputado Lobbe Neto (SP) participou do jantar oferecido pelo presidente Michel Temer na noite de domingo para debater a PEC. No encontro, Michel Temer afirmou que aprovar a proposta que cria um limite para a expansão dos gastos será também uma vitória para a classe política brasileira.

Lobbe declarou que a PEC é imprescindível para salvar o país do caos fiscal, que é o resultado da gastança da era Lula/Dilma. “Nestes 14 anos, o PT gastou cinco vezes mais do que a inflação, no mesmo período. Nosso país precisa voltar a crescer e, com muita coragem, o presidente Temer está tomando as atitudes que precisam ser tomadas”, afirmou o tucano.

Fonte: PSDB

Após o fracasso eleitoral do dia 2, ganhou força no PT a proposta de mudança de nome e de sigla, para evitar a debandada de militantes do partido devastado pela corrupção.

O ex-presidente Lula e dirigentes petistas se assustaram com o resultado das urnas, mostrando que o PT encolheu 63%, e agora avaliam a necessidade de “mudar para sobreviver”, antes que a eleição de 2018 decrete a extinção do partido.

O temor no PT é que sua extinção venha a ser precipitada com a eventual prisão de Lula. Sem ele, o PT acabaria, avaliam dirigentes.

Estimativas internas indicam que em 2018 o PT somente deve eleger 30 deputados federais, se tanto. Hoje são 58, mas elegeu 70 em 2014.

Um obstáculo para o PT mudar de nome é a autoria da proposta: o ex-ministro Tarso Genro, é de facção contrária à de Lula, que o detesta.

Fonte: Cláudio Humberto

 

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crime de corrupção passiva, por ele ter, segundo as investigações, usado da influência do mandato que exercia  para favorecer o pagamento de propina da Odebrecht a um sobrinho, Taiguara Rodrigues. De acordo com a PF, a propina foi de R$ 20 milhões.

Além do ex-presidente Lula ser indiciado, Taiguara , Marcelo Odebrechet e mais sete executivos da empreiteira também foram indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro.

O indiciamento teve como base investigações da Operação Janus, que apura irregularidades no financiamento do BNDES para obras da Odebrecht em Angola.

De acordo com as investigações, a empresa da qual Taiguara é sócio, a Exergia, fechou contrato com a Odebrecht em Angola graças à influência de Lula.

Por telefone, a assessoria do Instituto Lula informou que a defesa não teve acesso ao documento de indiciamento, e negou irregularidades nas contas do ex-presidente.

“A defesa do ex-presidente Lula não teve, ainda, acesso ao documento. O ex-presidente não ocupa cargo público desde 1º de janeiro de 2011, sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de exercer dois mandatos eleito de presidente da República, tem todas as suas contas e as de seus familiares devassadas e não há nenhum centavo de irregularidade nas contas do ex-presidente. A defesa do ex-presidente vai analisar o indiciamento e considera que o ex-presidente é vítima de uma campanha que visa não a investigar fatos com seriedade, mas sim a gerar manchete difamatórias na imprensa”, afirnou a assessoria do ex-presidente.

A Operação Janus é um desdobramento do inquérito aberto em julho de 2015, a pedido da Procuradoria da República no Distrito Federalpara apurar suposto tráfico de influência internacional do ex-presidente. Os investigados na operação são suspeitos de terem cometido crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, informou a assessoria da PF.

Fonte: G1

Com quase a totalidade dos votos apurados neste domingo (2), o PMDB continua o partido que mais elegeu prefeitos neste ano. O PSDB e o PSD cresceram e o PT encolheu no primeiro turno das eleições municipais de 2016 —perdeu mais da metade das prefeituras em quatro anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas capitais, o PSDB foi o que mais elegeu prefeitos no primeiro turno –João Doria, em São Paulo, e Firmino Filho, em Teresina– e é o que vai disputar mais prefeituras no segundo turno: oito ao todo. O PMDB é o segundo com mais disputas no segundo turno: 6.

Desgastado pela Operação Lava Jato e após o impeachment de Dilma Rousseff, o PT elegeu apenas um prefeito em capital: Marcus Alexandre, em Rio Branco. Em 2012, foram quatro. O partido só vai disputar uma prefeitura em capitais no segundo turno.

Esse panorama dificilmente deve mudar no país no segundo turno, que ocorrerá em 55 cidades neste ano. O PSDB está em 19 disputas à prefeitura. Em seguida aparecem o PMDB, com 14, PSB, com 9, PDT, com 8 e PPS, PSD e PT, com sete cada.

Se consideradas apenas as maiores cidades com país, com mais de 200 mil habitantes, o PSDB lidera com 14 prefeitos eleitos, contra 7 do PMDB e 3 do DEM. PP, PSD e PPS somaram dois cada. O PT, que elegeu apenas um prefeito em cidades grandes, havia eleito nove em 2012.

Em municípios do interior, o PMDB também lidera, seguido pelo PSDB, PSD e PSB. O PSDB avançou em comparação com 2012 nessas cidades, passando de 685 para 791 prefeitos eleitos. O PT, que tinha eleito 629 prefeitos naquele ano, passou a 255.

Fonte: G1

A Secretaria de Imprensa informou nesta terça-feira (27) que o presidente da República Michel Temer conversou por telefone com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ainda nesta segunda (26) e ouviu as explicações do ministro sobre recentes declarações envolvendo a operação Lava Jato.

Segundo a assessoria de Temer, após a conversa entre os dois, o presidente considerou o episódio superado.

No domingo (25), em encontro com representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), em Ribeirão Preto, no interior, cidade administrada Palocci em dois mandatos, Moraes sugeriu que esta semana haveria nova fase da Lava Jato.

Na segunda, a Polícia Federal deflagrou a 35ª fase da operação e prendeu o ex-ministro daCasa Civil e da Fazenda Antonio Palocci, doPT, sob suspeita de favorecer a Odebrechtdurante os governos petistas.

As declarações de Moraes geraram repercussão negativa para o governo nesta segunda. Na avaliação dos parlamentares que fazem oposição ao governo Temer, por exemplo, o ministro da Justiça antecipou a operação ao cumprir uma agenda no fim de semana e passou a mensagem de que o governo peemedebista está interferindo nas investigações.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Gerson Camarotti, a fala do ministro “pegou mal” entre os principais assessores de Temer porque, na avaliação deles, deu a impressão de que o governo monitora a Lava Jato e a utiliza politicamente.

A ligação
Inicialmente, Temer pretendia conversar pessoalmente com Moraes nesta segunda, mas, como o ministro estava em São Paulo, auxiliares dos dois informaram que a reunião poderia ser realizada nesta terça. Apesar disso, os dois acabaram se falando por telefone ainda na segunda, quando o ministro deu explicações ao presidente.

Segundo o Palácio do Planalto, no telefonema, Alexandre de Moraes disse a Temer que sua declaração não foi no sentido de antecipar uma possível nova fase da operação, mas, sim, com o intuito de reforçar que a operação seguirá com as investigações.

Conforme a Secretaria de Imprensa, Temer e Alexandre de Moraes se encontrarão na noite desta terça, no Palácio da Alvorada, onde o presidente da República oferecerá um jantar a ministros e a líderes de partidos que compõem a base aliada na Câmara dos Deputados.

Fonte: G1

Brasília (DF) – A informação sobre os US$ 2,35 milhões em dívidas de campanhas do PT que foram pagos pelo empresário Eike Batista em 2013 consta em um anexo do acordo de delação premiada que a mulher do ex-marqueteiro do PT João Santana, Monica Moura, negocia com os procuradores da Operação Lava Jato. A delação ainda não foi homologada pela Justiça, mas o vazamento da informação motivou Eike Batista a procurar a força-tarefa e admitir o depósito feito em um banco na Suíça para Santana e Moura.

As informações são de reportagem desta sexta-feira (23) do jornal Folha de S. Paulo. Segundo Eike, o montante depositado era uma contribuição para a campanha petista. O empresário prestou depoimento espontaneamente aos procuradores em maio deste ano, quando revelou que o valor foi pedido pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (22).

De acordo com outro delator da Lava Jato, o operador Fernando Soares, conhecido como Baiano, Eike Batista pagou R$ 2 milhões ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que ele defendesse os interesses de suas empresas junto à Sete Brasil, usada pela Petrobras para contratar sondas de petróleo.

O delator contou que Lula teria inclusive participado de reuniões da Sete Brasil em que os negócios com Eike teriam sido discutidos.

Eike Batista já foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. O empresário também foi proibido de ocupar por cinco anos cargos de administração ou no conselho de empresas que negociem ações na Bolsa.

Fonte: PSDB

Alvo da Operação Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (20) que os investigadores do esquema de corrupção têm de separar o “joio do trigo” e precisam “acabar com o exibicionismo”.

Em entrevista ao chegar ao Senado pela manhã, o peemedebista reclamou ainda que os procuradores da República responsáveis pela operação têm de fazer denúncias “consistentes”.

Ele usou como exemplo denúncia formalizada na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Na ocasião, o coordenador da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, chamou Lula de “comandante máximo” do esquema de corrupção que agiu na estatal do petróleo.

A denúncia contra Lula abrange três contratos da OAS com a Petrobras e diz que foram pagos ao petista R$ 3,7 milhões em propinas. O ex-presidente, a ex-primeira-dama e outras seis pessoas foram acusados pelo MPF de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Na visão de Renan Calheiros, episódios como a denúncia apresentada contra Lula retiram “prestígio” da instituição. Ele defendeu que não se pode fazer denúncias por “mobilização política”.

“Eu acho que a Lava Jato é um avanço civilizatório, mas a Lava Jato tem a responsabilidade de separar o joio do trigo, acabar com esse exibicionismo, fazer denúncias que sejam consistentes. Acabar com o exibicionismo que nós vimos agora no episódio do ex-presidente Lula e vimos em outros episódios porque isso, ao invés de dar prestígio ao  Ministério Público, isso retira prestígio do Ministério Público”, disse.

O senador do PMDB deu a declaração após ter sido questionado por jornalistas sobre supostos pagamentos de propina para a campanha política da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer nas eleições presidenciais de 2014.

“É preciso fazer denúncias, claro, investigar, claro, mas fazer denúncias que tenham começo, meio e fim, que sejam consistentes, e não fazer denúncias por mobilização política, porque com isso o país perde, as instituições perdem também”, enfatizou.

Fonte: G1

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