Legislativo mais do mesmo? O protagonismo de Othelino Neto, Marcelo Tavares e Wellington do Curso…

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Parla

Esperava-se mais de uma liderança política que propôs mudar e tudo que conseguiu foi repetir as práticas antigas.

Wellington repete Dutra… 

Para inicio de conversa, o ato tresloucado do deputado Wellington do Curso, de falar para os poucos presentes da sessão desta quinta-feira, 11 de outubro de 2018, sobretudo aos telespectadores da TV Assembleia, desmanchando-se em elogios aos seu adversário político. Essa ninguém entendeu.

Para ilustrar Wellinton, precisarei voltar na história do parlamento da Rua do Egito, na antiga Assembleia do então presidente Haickel,  das lágrimas do deputado Domingos Dutra sobre seu caixão. Quem observou Dutra aos prantos não entendeu nada, mas, soube-se depois da verdadeira acolhida que o parlamentar tinha no gabinete do presidente.

Como a vida imita a arte, Wellington imitou Dutra (no bom sentido).

Desta feita, seu agitado discurso foi uma resposta de amizade para Othelino, nada novo para quem vive nos bastidores daquele Poder e frequenta o gabinete do jovem deputado. Sua atitude foi de passar um gesto para quem soube lhe ajudar, aliás, sempre soube.

No furor das disputas, sobretudo no ninho tucano, onde o preferido por sua vaga foi Guiherme Paz, o próprio Waldir Maranhão falhou, Wellington demostrou fidelidade a quem sempre o recebeu com sorrisos. Sem surpresas, o presidente da Casa sempre tratou muitíssimo bem a todos.

Marcelo Tavares:

Se no caso de Wellington pouca gente entendeu, no caso de Marcelo Tavares, ex-presidente da Assembleia Legislativa, ninguém entendeu até agora sua atitude de querer passar por Othelino, amigo de Jerry-Wellinton.

Tavares teria um acerto com o governador de ser feito deputado e presidente. Sem ouvir Flávio Dino, já estaria se movimentando para o primeiro de fevereiro de 2019, quando pretende chegar na Casa pelas portas da frente e expulsar Othelino pelas portas do fundo. Tarefa difícil, aliás, quase impossível, devido a equilibrada gestão de Othelino, que agradou a todos, de Jerry a Wellington.

O problema não está no Legislativo, mas no Executivo, que tende a abrir mão da gestão de Othelino para   propor sua marca que é de alternância. Pesa contra Flávio Dino uma negociação e o fato de ter segurado Tavares no pior momento de sua vida, quando viu seu tio, Zé Reinaldo ser afastado de uma vaga do senado. Pior que isso, Marcelo Viu o tio sangrar até a morte sem poder sair em seu socorro.

Vale frisar que, o então Chefe da Casa Civil do governo comunista, Marcelo Tavares, teve um choque com enciumado Márcio Jerry ainda no começo da gestão comunista, e acabou afastado da Pedro II, ficando diuturnamente observado de perto pelo vice-canino, Brandão, no Palácio Henrique de La Roque.

Os Tavares ainda esperam uma atitude digna de Flávio Dino.

Othelino Neto:

Muito bem avaliado, sobretudo pela maestria de conduzir a política, Othelino demostra habilidade, confiança  e amizade ao mesmo tempo, isso, de governistas a oposição. Já ouvi muitos elogios de pessoas como Sousa Neto, Wellington, gente que não dava nada pelo Othelino mas mudou de opinião. Mas o texto não ´pretende tratar disso.

Pesa contra o atual presidente a atitude de saber sair no tempo certo, por cima.

Othelino está em seu segundo mandato, e se quiser ganhar mais um, vai se colocar no patamar de um outro tempo onde outros deputados, que tornaram-se impopulares, justamente pelo apego ao poder. Além de que, vai acabar causando ciúmes contra a maioria dos deputados, que acham que um parlamento tem que ser livre, não totalitário, amarrado apenas a um dono.

Que o (mal) exemplo de quem passou vários anos como presidente não recaia sobre o bem avaliado e respeitado Othelino.

Esta é a Casa que sempre repetiu a arte do “parlar”, sempre influenciando os que se deixam emprenhar pelos ouvidos.

Bem vindos 42.

 

 

 

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