Dívida de campanha foi paga quando Flávio Dino assumiu o governo, embora o PCdoB tenha recebido o dinheiro

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O governador Flávio Dino e o presidente do Diretório Regional do PCB, Márcio Jerry, terão que explicar à Justiça Eleitoral o sumiço de R$ 800 mil reais que aparecem, ora como pagos pelo partido à empresa Aldoimagem LTDA por serviços prestados durante a campanha de 2014 e depois como dívida de campanha após a eleição. Pior ainda: um membro importante do governo disse ao proprietário  Aldo Oberdan Pinheiro Montenegro que a dívida já estava sendo paga pelo governo, assim que Flávio Dino assumiu o cargo em 2015.

Na prestação de contas da campanha aparecem R$ 1,3 milhão repassados ao Diretório Estadual, com notas fiscais e recibos, embora a constatação é de quem R$ 800 mil do montante sejam frias, arrumadas. Até bem pouco tempo tudo estava normalizado, até o dono da empresa aparecer para denunciar a operação fraudulenta e um advogado denunciar o caso à procuradora Geral da República, Racquel Dodge. Tudo indica que houve lavagem de dinheiro.

Ele havia emprestado a empresa para duas pessoas ligadas ao comunista Márcio Jerry. Mas meses depois percebeu que na conta da empresa havia sido dado entrada somente R$ 500 mil dos R$ 1,3 milhão que o PCdoB havia recebido e informado ter repassado todo o dinheiro para a AldoImagem LTDA. Só soube quando os tributos começaram a ser cobrados.

O dono da empresa foi cobrar o restante do dinheiro, mas um dirigente do partido o ameaçou, sugerindo que ele poderia ser morto. Certa vez, encontrou com Jerry numa agência bancária e cobrou. Ouviu do então secretário que alí não era lugar para falar sobre o assunto por causa do monitoramento eletrônico.

Já existem desconfianças de que o dinheiro possa ter sido doado de parte da propina que era liberado pela Odebrecht para partidos e candidatos, com o dinheiro que arrecadava da Petrobrás. As denúncias contra o PCdoB, Flávio Dino e Márcio Jerry devem começar a ser investigadas nesta semana, podendo acarretar sérios prejuízos aos dois, inclusive a não participação na eleição deste ano. (lLog do Luís Cardoso)

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