Monthly Archives: novembro, 2016

Coisas da “democracia” comunista: Até hoje, o presidente Michel Temer não passa de um zero à esquerda no Palácio dos Leões…

Como pode isso, o governo do estado desconhecer o líder máximo da República do Brasil? As fotos oficiais do Presidente da República não foram e talvez nunca serão colocadas na parede do Palácio dos Leões.Há quem diga que nas paredes da Prefeitura de São Luís, também.

Vendo alguns blogues ligados ao comunismo, a clara demostração da falta de reconhecimento do governo estadual ao presidente Michel temer, sucessor da ex-presidente Dilma Rousseff. Confira numa foto feita no dia 03 de novembro:

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Como assim, “olhar para frente”?

Esse comunismo irresponsável e desumano parece tentar ao mesmo tempo que incrimina adversários políticos, esconder os malefícios da esquerda brasileira da qual Flávio Dino faz parte. Falo do lulopetismo, que tanto malefícios trouxe ao Maranhão e Brasil, que os comunistas tentam dar continuidade.dino

O governador parece olhar para trás, ou para baixo, quando repete a tática de Lula, de querer acusar o tempo inteiro FHC, quando na verdade ele que estava roubando os cofres do Brasil. Lula e Dino têm em comum a defesa dessa “esquerda” criminosa que lutou para impedir o afastamento de Dilma.

No maranhão da atualidade, além de Sarney, os comunistas acusam vários adversários políticos. Bem pior que acusar Sarney é destruir a reputação de outros políticos, aliás, os mesmo que lhe deram as mãos para que vencesse as eleições de 2014.

Olhando para baixo:

Tenham muito cuidado com notícias plantadas em jornais do Sul do Brasil, site e blogues locais, aqui tudo “requenta-se” para atacar.

Foi esse grupo de Flávio Dino que usou a máquina pública, que entrou em campo para desconstruir os opositores de Edivaldo nestas eleições municipais, grifa-se: Eliziane Gama, Wellington do Curso e Eduardo Braide, foram todos desconstruídos pela máquina de triturar dos comunistas, que dizem olhar para a frente. Seu secretário de Comunicação, que prometeu a “Comunicação Democrática” faz inveja ao Joseph Goebbels de Hitler.

Lembram da campanha do “não vai ter golpe”, que Flávio Dino ensaiou nas dependências do Palácio dos Leões para salvar Dilma do impeachment? A mesma Dilma que enganou a população de Bacabeira. Como pretende justificar os roubos do Lula em parceria com os Sarneys em Bacabeira?

Como a população de Bacabeira vai poder olhar para a frente, com seus sonhos enterrados no pior crime eleitoral feito por Lula e Sarney para eleger Dilma?

Desenterrem suas caras se quiserem olhar pra frente…

O deputado estadual Júnior Verde (PRB) recebeu nesta sexta (4), a visita de alunos do Centro de Ensino Médio Almirante Tamandaré, como parte do projeto resgatado pelo parlamentar que visa a aproximação de estudantes da rede publica de ensino ao parlamento estadual. Esta é a terceira visita de estudantes à Casa.verde

Os alunos foram recebidos pelo presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PC do B), e conduzidos por Júnior Verde pelas dependências da Casa. Verde explicou aos alunos o funcionamento, o trabalho dos parlamentares e de que forma os cidadãos podem acompanhar e sugerir demandas para o Legislativo.

A visita teve início no Salão Nobre, que abriga uma galeria de fotos dos ex-presidentes. Lá, os alunos conheceram um pouco da história daqueles que já conduziram o Parlamento Estadual. O grupo seguiu para o Plenário Nagib Haickel, onde o deputado explicou de que forma ocorrem as sessões.

“Até então eu, por exemplo, não conhecia essa parte da Assembleia. Então é muito interessante que a gente possa participar mais, saber como é, tirar nossas dúvidas. Tem coisas aqui que não sabemos o que acontece, por isso é interessante esse momento conosco, que somos o presente e o futuro”, declarou a estudante Stefany Neves.

O deputado Othelino Neto destacou a importância da inserção do jovem no Parlamento. “É importante que visitas como essa se repitam sempre, porque quanto mais a juventude e os estudantes conhecerem a Assembleia, mais terão consciência da importância de valorizar a política”, assinalou.

Os estudantes também conheceram a Sala das Comissões, onde debateram sobre diversos temas, fizeram questionamentos e sugeriram pautas, que devem virar proposições. “Aqui foram postas várias necessidades. Inclusive, no ano passado, eu solicitei a reforma dessa e de outras escolas. Em um momento como esse temos a oportunidade de ouvir os estudantes, formular políticas para a juventude, através dos anseios que eles estão nos repassando hoje. É um momento de interação, que nos permite ouvir as necessidades da juventude do estado e transformá-las em proposições”, ressaltou o deputado Júnior Verde.

Telma Maria Ramos, diretora da unidade de ensino, elogiou a iniciativa do deputado Júnior Verde, que só tem a beneficiar e incentivar o senso político nos jovens. “É importante para eles entenderem o que é política. No momento em que eles são esclarecidos, começam a compreender e crescem politicamente. O deputado deveria expandir esse projeto, porque outras escolas precisam fazer com que seus alunos compreendam que precisam se politizar”, afirmou.

Ótima e muito esclarecedora a entrevista do senador Roberto Rocha (PSB) publicada na edição deste domingo, 6, do Jornal Pequeno.

O socialista faz uma avaliação do resultado das eleições municipais no país e no Maranhão, comenta sobre a conjuntura política local e lamenta que o Governo do Maranhão ainda não tenha avançado em novas políticas que efetivamente alavanquem o desenvolvimento do estado.

Um dos responsáveis mais destacados pela engenharia política que culminou na vitória dele ao Senado Federal e de Flávio Dino ao Governo do Estado nas eleições de 2014, Roberto Rocha critica a postura do governador comunista frente ao seu projeto de criação de uma Zona de Exportação do Maranhão, criando um novo regime chamado exclave aduaneiro, capaz de transformar a Ilha de São Luis em um hub mundial de produtos. “Tive apoio no meio empresarial, na FIEMA, em nichos universitários, mas a rede institucional do Governo mostrou-se impermeável a discutir a ideia, sem ao menos contrapor outra em seu lugar. É nesse cenário, de arrogância ideológica, que surgem correntes capazes de formular um projeto para o Maranhão que seja mais plural e mais sintonizado com as demandas de nosso tempo.”

Confira a íntegra da entrevista com o senador Roberto Rocha:

Que análise o sr. faz dos resultados da eleição, no plano nacional?

Não tenho lembrança de nenhuma eleição que tenha provocado uma maior reacomodação das forças políticas nacionais, em tempos democráticos. Para ficarmos no exemplo mais dramático, o PT, que foi o partido que mais cresceu na última década, teve nestas eleições menos votos que o PSB ou o PDT, que são forças médias. Temos portanto um desenho de forças políticas completamente novo, que se projeta para as eleições de 2018.

E quem saiu ganhando com esse novo desenho?

Partidariamente, é claro, foi o PSDB. Ele sozinho conquistou quase 18% dos votos apurados nas urnas em todo o Brasil. Pra dar uma ideia do que isso significa, foi mais que o triplo dos votos obtidos pelo PT.

Do ponto de vista de liderança pessoal o maior vitorioso foi o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, que se fortaleceu como o candidato natural do partido para disputar a Presidência da República, em 2018.

Mas terá que enfrentar outros nomes fortes do partido, não?

Sim, é verdade, mas nenhum deles reúne hoje o capital eleitoral do Geraldo e uma base de lançamento com a potência do Governo de São Paulo. Vale dizer que o PSB foi o principal parceiro nesse projeto, pois é o fiador da governança no Estado, pelas mãos do vice-governador Marcio França.

Então PSB e PSDB devem estar juntos em 2018

É o caminho natural da lógica política. Aliás, já foi o caminho trilhado pelo partido após a morte de Eduardo Campos, quando o PSB se engajou no segundo turno na candidatura de Aécio Neves.

E qual o efeito dessas novas configurações na eleição de 2018?

Em 2018, para presidente, a tendência é termos muitas candidaturas no primeiro turno, mas as forças políticas devem convergir para uma disputa no segundo turno entre basicamente duas forças: de um lado o PSDB e o PSB, em torno do governador Geraldo Alckmin, e do outro as forças da chamada esquerda que devem buscar uma renovação numa candidatura como a de Ciro Gomes, que poderá reunir, além do PDT, o PT, o PCdoB e um ou outro partido médio.

E no plano municipal e estadual, qual o efeito dessas novas configurações?

No municipal, o efeito já aconteceu nesta eleição. Todos sabem que o governador apostava suas fichas na candidatura do deputado estadual Bira do Pindaré, por não acreditar na capacidade de regeneração da administração do prefeito Edivaldo Holanda Jr. Mas o PSB nacional entendeu que o partido não poderia ser usado como saída de emergência do projeto do Governador, e eu mesmo tive que agir politicamente para garantir que o PSB correria em raia própria, mesmo com mínimas chances eleitorais. E o resultado nós vimos, o prefeito teve que desmontar o puxadinho do Palácio, pelo menos até o momento em que o próprio governador resolveu pular no bonde andando, quando as pesquisas apontaram a vitória do prefeito.

Vamos ver se na recomposição do secretariado do Prefeito vai prevalecer o Edivaldo que falou grosso no debate do segundo turno ou aquele que administrou o puxadinho, com voz mansa e cordata.

Já no plano estadual, o primeiro efeito será quebrar o espectro de alianças que elegeu o governador Flavio Dino em 2014. Naquela ocasião o Maranhão vivia uma circunstância de ruptura com um modelo político exausto e a realidade regional se sobrepôs à realidade nacional. Em condições normais, em 2018, isso não se repetirá. Uma aliança entre PC do B e PSDB, como aconteceu em 2014, seria algo teratológico.

E quais as forças que poderão se contrapor aqui ao grupo do governador?

Em razão da gravitação do campo nacional, é claro que o PSDB, assim como o PSB deverão compor um projeto diferente. Talvez o PMDB lidere uma terceira força e aí vem os partidos médios e pequenos que a circunstância política do momento deve determinar para onde pendem.

O seu nome pode liderar essa corrente de oposição?

Nós temos aqui no Maranhão uma tradição, alimentada pela mídia, de visualizar a política como uma disputa pessoal, uma briga de personalidades. É como se as afinidades pessoais ou as amizades determinassem as escolhas políticas. Nada mais falso. A disputa deve se dar por visões de mundo e capacidade de construir maiorias para formular um projeto para o Estado. Por enquanto não estão dadas as condições para a discussão de nomes, mas à medida que o Governo vai demarcando seu campo de atuação é possível identificar, na sociedade, expressões de desconforto com os rumos que vem sendo tomados.

Por exemplo?

O que eu vislumbro de mais grave é a ausência de um projeto generoso e ousado que formule uma inflexão no rumo de desenvolvimento do Estado. Pensar grande, projetar para o futuro um Maranhão que é possível construir a partir do que alcançamos nas últimas décadas.

Vejo com tristeza um Governo paralisado por interdições ideológicas, avesso ao capital privado e ao empreendedorismo do seu povo. Na origem, há boas intenções, mas a crença de fundo é de que apenas as ampliações de ganhos sociais e da consciência do povo é capaz de conduzir o Estado para um outro plano de conquistas. Por mais meritório que seja, essa agenda choca-se com a realidade e a experiência que nos mostra que somente o desenvolvimento das forças de produção pode alavancar a sociedade para um outro patamar de progresso civilizacional.

E o que o sr. tem a oferecer em contraste?

Os estados que mais cresceram no Brasil, nos últimos anos, como o Ceará ou o Tocantins, assim como o Piauí, partiram de uma base mínima de consenso da classe política para alavancar os seus indicadores educacionais, a partir de uma vigorosa ação política em favor da atração de capital e indústrias. O Ceará e o Piauí, comparados ao Maranhão, são quase inviáveis, pela pobreza de biomas e de recursos hídricos. No entanto nos ultrapassaram em todos os indicadores.

Veja que as eleições nesses estados não são marcadas por diferenças pessoais que transformam a disputa em verdadeiro pugilato retórico. São disputas de projetos. Mesmo a esquerda no Ceará, por exemplo, ainda que crítica, não nega o que foi plantado desde o governo Tasso Jereissati, que deu início à transformação do Estado.

Aqui no Maranhão, veja a que estamos reduzidos: uma gincana em que se discute quem asfaltou mais ruas nos municípios, quem inaugurou mais praças. Somos incapazes de estabelecer um consenso sobre a óbvia vantagem comparativa do Maranhão, em função da sua posição geográfica e das potencialidades do Complexo Portuário do Itaqui.

Nós somos o Estado capaz de viabilizar toda a produção agropecuária do Centro-oeste, a maior fronteira agrícola do planeta, e estamos discutindo o varejo da política. Está nas nossas mãos construir um futuro de possibilidades grandiosas, mas continuamos agindo como se o futuro viesse por inércia, por gravidade.

Recentemente eu formulei um projeto de criação de uma Zona de Exportação do Maranhão, criando um novo regime chamado exclave aduaneiro, capaz de transformar a Ilha de São Luis em um hub mundial de produtos. Tive apoio no meio empresarial, na FIEMA, em nichos universitários, mas a rede institucional do Governo mostrou-se impermeável a discutir a ideia, sem ao menos contrapor outra em seu lugar. É nesse cenário, de arrogância ideológica, que surgem correntes capazes de formular um projeto para o Maranhão que seja mais plural e mais sintonizado com as demandas de nosso tempo.

Fonte: Robert Lobato

Corrupção cíclica: mudança de hábito que é bom, até agora, nada…

Ainda é vista com certo receio (nada de preconceito) a relação do umbandista com o prefeito evangélico. O motivo seria Astro assumir o lugar do prefeito.

Ainda é vista com certo receio a relação do umbandista com o prefeito evangélico pela população.

Acabamos de reeleger o prefeito que vai comandar a capital do Maranhão por mais quatro anos.

Junto dele, os mesmos vereadores, o  mesmo grupo, as mesmas práticas deverão continuar.

Aos vencedores das eleições de 2016, caberá pagar as contas com o suor do eleitorado, que são os verdadeiros prejudicados de sempre.

De como a politicagem tem destruído nosso país sem que o povo tenha conhecimento.

De onde tirei essas conclusões?

Fácil, não podemos nos esquecer que após Dilma ser conduzida à reeleição, o Brasil foi para o fundo do poço, estamos até agora pagando as contas dessa reeleição maldita.

Se preparem para o pior: o natal vai ser magro, o ano novo sem novidades.

Governador e seu vice viajam, mas deixam o “rato tomando conta do queijo”

Se achando dono do PL (palácio dos leões), Márcio Jerry foi fiscalizar BL (boca livre) de deputados. Sob os olhares vigilantes do secretário “primeiro ministro”, deputados sentiram-se constrangidos durante almoço oferecido por Humberto Coutinho.

Deu o que falar a presença do secretário Márcio Jerry no almoço comandado pelo substituto do governador Flávio Dino, deputado Humberto Coutinho. O presidente da Assembleia, teria convocado os 42 deputados para um momento seu, mas, a presença do primeiro ministro acabou afastando alguns parlamentares, que recusaram ao convite do governador Humberto Coutinho. Informações do blog do Marco Deça:

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É preciso que Flávio Dino possa ter visão de águia e enxergar um pouco além de “seus botões” ou “umbigos”, que a lição deixada pelo velho oligarca, José Sarney, o águia, que atravessou a dura conjuntura políticas da ditadura, passando por Collor, FHC e Lula, sempre soube estar colado ao poder central, seja copiada no bom sentido.robrto-3

Espera-se mais juízo do gestor da “mudança”, que o representante do Executivo maranhense entenda os novos rumos e saiba se conduzir pelos estreitos horizontes que podem ser abertos diante das conjunturas que se formaram depois da saída do lulopetismo.

Só com a união de forças o Maranhão poderá entrar nos trilhos da mudança, afinal, o palácio não foi pintado de vermelho. É preciso que o governador olhe para cima e abra “seu” governo. Que deixe de ser de “alguns” e passe a ser de “todos”. É preciso mudar a direção, deixar de conduzir o governo sob a ótica errônea de seu campo politico, neste caso, a esquerda viúva da Dilma e demais petistas.

Esperamos que V.Exa. saiba se adequar para o bem de nosso povo, que se faça política para a mudança, e ai vale enxergar que não apenas seus correligionários devem participar do “governo de todos”, que para um bom entendedor, deverá ser de mãos dadas com gente do quilate de Roberto Rocha/Alkimin, Zé Reinaldo/Siqueira Campos, e outros políticos águias.

Junte-se aos sábios, deixe os rancorosos.

Nota: De viagem particular para o outro lado do mundo, Flávio Dino e parte de seu governo deixarão as terras maranhenses por alguns dias. Tempo o bastante para fazer reflexões. Aproveite governador. Um cordial abraço.

robrto-rochaPrefeito do PCdoB, Rodrigo Coelho, foi recebido pelo senador Roberto Rocha (PSB) em gabinete político de São Luís.

Na pauta do encontro, além de conversas sobre a atual conjuntura política a tônica prevaleceu sobre os tramites no plano federal, onde o senador tem se colocado inteiramente à disposição dos prefeitos eleitos, assim como toda a classe política.

“Recebi, em meu escritório de representação de São Luís, o prefeito eleito de São Raimundo das Mangabeiras, Rodrigo Coelho (P C do B), que veio acompanhado do seu irmão Márcio Coelho e do ex-deputado Rubem Brito (PPS). Conversamos sobre vários assuntos de interesse daquela região.

Na oportunidade coloquei o meu gabinete à disposição da nova gestão municipal e da população mangabeirense”.

Por Camila Costa

Hoje o nosso querido Jackson Lago estaria completando 82 anos se tivéssemos a honra de ainda poder contar, neste plano, com a sua companhia e sabedoria.

Lembro com muito carinho da presença dele com Clay Lago nas reuniões do PDT que eram realizadas na nossa casa. Dos aniversários que tivemos o prazer em recebê-los. De tantos encontros do Partido nos quais conseguia enxergar o valor de sua liderança, talvez pelo profundo respeito e admiração que meus pais sempre demonstraram por ambos, mas muito pela emoção que sua presença causava em todos os presentes.14915159_10206208596248710_3937831108665631968_n

Comigo sempre carrego a memória doce de encontrá-lo e ele se dirigir a mim como Camilinha, com um abraço de pai e perguntando sobre minha vida, o que até hoje Clay faz e que sempre me emociona.

A última vez que o vi foi em São Paulo em 2009. Eu estava em tratamento contra um câncer com meus pais e fomos nos encontrar com ele e Clay. Toda violência sendo sofrida e eles num carinho imenso nos acolhendo e nos dando força, com todo cuidado para demonstrar a importância daquela situação. Esse momento pessoal foi muito emblemático pra mim, pois ele traduz o que eu mais admirava nele, a consciência da coletividade, do outro.

Jackson sempre soube se portar como um sujeito da história e da construção social. Nunca em nenhum discurso falava sobre suas realizações de forma individualista. Sempre era o “nós”, reconhecendo o valor do trabalho e da dedicação dos inúmeros companheiros e companheiras de trajetória e demonstrando o verdadeiro espírito do homem público. Era isso que fazia sua liderança algo muito natural, o que fazia com que as pessoas não só reconhecessem nele a experiência e a sabedoria, mas também o amassem.

No dia do seu falecimento eu estava com quase 9 meses de gestação, meus pais emocionados demais, sentindo aquela dor dilacerante. Lembro de falar com eles ao telefone e dizer que não conseguiria suportar a emoção dessa despedida, e apenas em minhas orações eu lhe disse adeus. Já após o nascimento de Isabele tive a enorme satisfação de receber as visitas de Clay, Cristina e Ludmilla, gestos de delicadeza sem igual. E eles sempre foram assim, inúmeros foram os momentos que compartilhamos também com outros familiares, e todos sempre delicados e gentis.

Sinto-me extremamente honrada por ter vivido um pedacinho dessa história, por ter desfrutado da presença de Jackson, por ter até hoje o afeto de sua família e por ter minha formação fincada nessa rocha.

Seu legado está vivo e hoje se faz ainda mais presente nos diálogos e atitudes daqueles que ainda não desistiram do sonho de um Maranhão democrático, de uma sociedade mais justa e igualitária e de uma convivência mais fraterna e humana. Tudo que estamos vivendo hoje em nossa realidade política reforça a necessidade de retomarmos essa luta, por muitos negligenciada. É o momento de reivindicar as conquistas e resgatar as memórias, seguindo os ensinamentos da real democracia trabalhista, de uma política pé no chão e voltada para o bem social sem privilegiados.

Querido Dr. Jackson Lago, que saudade!!!

A todos os seus familiares e amigos um grande e afetuoso abraço.

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