“Maranhão ganhou destaque no gás”, afirma o deputado federal Zé Reinaldo

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Maranhão se firma no gás

A situação brasileira está tão ruim economicamente que a esperada 13ª Rodada da Agencia Nacional de Petróleo, que leiloava muitas áreas promissoras para a exploração de petróleo e gás, tanto em terra como no mar, acabou sendo uma enorme frustração pela ausência de interessados.Zereinaldo

Das dez bacias incluídas no leilão, seis não receberam propostas. Apenas as de Parnaíba, Potiguar, Recôncavo, e Sergipe-Alagoas tiveram interessados. Dentre ela, o maior índice de sucesso, relação entre blocos arrematados e ofertados, foi o da Bacia do Parnaíba, com 50%. Ou seja, dos 22 lotes ofertados 11 tiveram ganhadores.

Trata-se de resultado muito expressivo pois no total do leilão foram ofertados 266 blocos e somente 14 % foram negociados. O Maranhão, assim, mesmo em meio às mesmas dificuldades que freiam o país, foi o grande destaque o que pressupõe que em tempos normais o sucesso teria uma escala muito maior.

O governador Flávio Dino tomou uma atitude fundamental para que o Maranhão tivesse o sucesso que teve. Acionou a Secretaria de Minas e Energia e a Gasmar que organizaram, com apoio de entidades empresariais do estado um seminário sobre o leilão na Bacia do Parnaíba que atraiu empresários interessados e foi prestigiado pela própria presidente da ANP, Magda Chambriard e pelo governador Flávio Dino que tem dado todo o apoio a exploração dessa riqueza que pode atrair para cá até um polo petroquímico, pois gás natural é a matéria prima dessa indústria.

Essa iniciativa um êxito enorme e ajudou a consolidar a decisão de muitas empresas em investir aqui e aquelas que já investiam arrecadaram novos lotes consolidando a sua presença no estado e ao mesmo tempo o acerto da política do governo de Flavio Dino na área de Minas e Energia.

Com esse resultado teremos 27 blocos com atividades exploratórias, uma vez que já existe atividade em 16 blocos de acordo com os dados da ANP.

Esse resultado ratifica a confiança dos empreendedores no estado, sexto maior produtor de gás natural do país, e que poderá vir a ocupar um lugar de grande destaque no cenário energético nacional caso novas reservas sejam confirmadas nos próximos anos.

Mudando de assunto, o nosso país perdeu toda a iniciativa e está perdendo o bonde da história se atrasando e ficando para trás em novas tecnologias e novas maneiras de gestão pública.

Somos o país do desperdício na aplicação de recursos públicos pois a ineficiência e o desperdício nas áreas da saúde, da educação e segurança são enormes, basta comparar com outros países que investem muito menos recursos nessas áreas, em relação ao PIB, com resultados muito melhores.

 Hoje a carência de formação de gestores é um fato e muito dinheiro é posto fora com aplicações sem sentido dominadas por ideologias que só vemos em alguns países da América do Sul. A ideologia que tomou conta do governo central nos deixa fora dos grandes blocos comerciais do mundo e isso significa atraso inexorável na competição mundial nos levando a ter importância apenas nos mercados de commodities nos tirando do mercado que mais interessa que é o de produtos acabados com agregação de valores e empregos que fazem a diferença.

Para termos ideia do nosso atraso a Alemanha e outros países europeus, americanos e asiáticos estão preparando grandes projetos para enfrentar a subida das marés que dão como certa, em virtude das mudanças climáticas para evitarem grandes problemas que de outra maneira acontecerão nas grandes cidades costeiras do mundo, como New York, Hamburgo, Tóquio, etc. onde existem portos muito importantes que se foram afetados prejudicam todo o crescimento mundial, para não falar no deslocamento de enormes populações e mudança drástica no nível de vida mundial.

No Jornal valor do dia 8 de outubro, traz uma matéria relatando o que as autoridades alemãs pretendem fazer. O título da matéria é “Projeto alemão para enchentes inclui elevar nível de ruas e prédios”. Cinco dos 16 estados alemães tem 3.700 km de costas divididos entre o Mar Báltico e o Mar do Norte. Cerca de dois terços da linha costeira sofre erosão. No Mar do Norte, registros históricos dizem que as águas subiram entre 20 cm e 25 cm em cem anos. “O difícil é lidar com algo que não podemos prever. Não sabemos quanto nem em qual escala as mudanças irão ocorrer, só sabemos que elas irão ocorrer”.

O plano de adaptação de Hamburgo prevê elevar ruas, pontes e prédios públicos 7,5 m acima do nível do mar. Eles estão estreitando o diálogo

entre os cientistas climáticos e a classe política. São de zenas de institutos, empresas, órgãos da administração pública e sociedade civil dialogando.

As pesquisas estão focadas em seis tópicos: proteção costeira, gerenciamento de praias e turismo, gestão de águas e agricultura, economia marítima e de portos, uso da terra e conservação de energias renováveis.

O mundo se move se adapta e o Brasil? Nem é preciso dizer!

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